Especialistas alertam que, apesar de representarem uma revolução terapêutica individual, as canetas emagrecedoras, como a semaglutida e a tirzepatida, não curam a obesidade nem resolvem o problema de saúde pública. A obesidade é impulsionada por fatores ambientais e sociais, como o consumo de ultraprocessados e a falta de atividade física, e não apenas por falta de força de vontade.
O alto custo dessas medicações limita seu acesso a faixas de renda média, deixando a população de baixa renda, que mais precisa, sem tratamento. Sistemas públicos de saúde, como o SUS, não possuem condições de arcar com o custo universal. Embora as canetas sejam seguras quando usadas corretamente e com acompanhamento médico, elas não são uma solução mágica, exigem uso contínuo para manter os resultados e podem apresentar efeitos colaterais.
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