Fernando Haddad confirmou sua saída do Ministério da Fazenda nesta quinta-feira, 9 de janeiro. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou Dario Durigan, atual secretário-executivo da pasta, como o novo ministro da Fazenda. Os anúncios foram feitos durante discursos na Caravana Federativa, em São Paulo, onde Lula destacou que Durigan será responsável por "muitas coisas" no ministério e pediu para ele se apresentar ao público. Lula elogiou Haddad, destacando-o como o ministro da Fazenda mais exitoso da história por ter aprovado a reforma tributária. Haddad, por sua vez, fez um balanço de sua gestão, enfatizando a articulação com o Congresso e o pacto federativo para os resultados econômicos, citando medidas como a ampliação da isenção do Imposto de Renda e a tributação de rendas mais altas.
A saída de Haddad marca a 16ª troca ministerial no governo Lula e o início de uma fase de reorganização política para as eleições de 2026. Haddad deixará o cargo para focar em sua pré-campanha ao governo de São Paulo, buscando dar palanque a Lula em sua campanha de reeleição. Ele deve anunciar oficialmente sua pré-candidatura em uma entrevista coletiva no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, marcando o início de sua dedicação integral à disputa eleitoral, apesar de ter declarado anteriormente que não pretendia concorrer a cargos nesta eleição. A saída de Haddad inicia um xadrez eleitoral na Esplanada dos Ministérios, com a expectativa de que ao menos 20 ministros deixem seus cargos até abril para cumprir o prazo de desincompatibilização eleitoral. O governo busca estruturar palanques regionais para a reeleição de Lula e ampliar a base aliada no Congresso, especialmente no Senado, onde 54 das 81 cadeiras estarão em disputa em 2026.
Durigan, que tem experiência no Executivo desde 2023, atuando em medidas de recomposição de receitas, reforma tributária e renegociação de dívidas estaduais, assumirá a Fazenda em um cenário de tensão fiscal e desafios econômicos. Ele enfrentará um Orçamento apertado, negociações com o Congresso em ano eleitoral e incertezas econômicas globais. Entre seus desafios estão coordenar a área econômica durante a campanha presidencial de Lula, lidar com temas como o Imposto de Renda sobre lucros e resultados, a regulamentação da reforma tributária, a gestão do arcabouço fiscal e o cumprimento da meta de superávit em 2026. Pautas pendentes incluem a limitação de supersalários, a reforma da Previdência militar e a regulamentação de 'big techs'. Ele também terá que conduzir o processo orçamentário para alcançar a meta de superávit em 2026 e enfrentar um cenário internacional complicado com o aumento do preço do petróleo e a pressão de gastos obrigatórios. A meta fiscal para 2026 prevê um superávit de 0,25% do PIB, mas o governo pode ter um rombo real de R$ 23,3 bilhões devido a flexibilizações no cálculo. Durigan, com formação em Direito e experiência no setor público e privado, incluindo passagens pela Advocacia-Geral da União, Casa Civil e Meta Platforms, já atuava como articulador político da equipe econômica e deve dar continuidade à agenda fiscal.
Agência Brasil - EBC • 19 mar, 14:29
G1 Política • 19 mar, 14:36
InfoMoney • 19 mar, 13:28
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