O Ministério da Fazenda recuou da proposta de permitir o socorro da União a bancos em crise sem aprovação do Congresso Nacional, após forte oposição da base governista na Câmara.
O Ministério da Fazenda, liderado por Fernando Haddad, retirou do projeto de resolução bancária a proposta que permitia o socorro da União a bancos em crise sem a necessidade de aval do Congresso Nacional. A decisão veio após intensa pressão e oposição da base governista na Câmara dos Deputados, que criticou a medida por entender que a sociedade não deveria arcar com prejuízos bancários e que o Congresso perderia prerrogativas importantes. O projeto, originalmente enviado pelo governo Bolsonaro, ganhou relevância após a crise do Banco Master e visava criar mecanismos para empréstimos da União a instituições financeiras em risco sistêmico.
Haddad anunciou a supressão dos dispositivos controversos após uma reunião com o presidente da Câmara, Hugo Motta. O ministro justificou a retirada afirmando que os mecanismos de socorro são raros e que, em situações extremas, o diálogo com o Congresso para aprovação de tais medidas é sempre possível. Líderes partidários como Pedro Uczai (PT), Jonas Donizete (PSB) e Tarcísio Motta (PSOL) foram alguns dos principais articuladores da oposição à proposta.
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