Socorro da União a bancos em crise sem aval do Congresso opõe Fazenda e base de Lula na Câmara
A base governista na Câmara se opôs à proposta do Ministério da Fazenda de permitir o socorro da União a bancos em crise sem aval do Congresso, levando o ministro Fernando Haddad a ceder e retirar os dispositivos controversos do projeto de lei.
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18/03 às 17:18
Pontos principais
- A base governista na Câmara articulou a retirada da previsão de socorro da União a bancos em crise sem aval do Congresso de um projeto de resolução bancária.
- O Ministério da Fazenda, inicialmente favorável à medida, cedeu após críticas da base aliada.
- O projeto, enviado pelo governo Bolsonaro, voltou a tramitar após a crise do Banco Master e previa empréstimos da União para bancos em risco sistêmico.
- Líderes partidários como Pedro Uczai (PT), Jonas Donizete (PSB) e Tarcísio Motta (PSOL) manifestaram forte oposição, alegando que a sociedade não deveria pagar por prejuízos bancários e que o Congresso perderia prerrogativas.
- Fernando Haddad, ministro da Fazenda, anunciou a supressão dos dispositivos controversos após reunião com o presidente da Câmara, Hugo Motta.
- Haddad justificou a decisão afirmando que os mecanismos de socorro são raros e que, em situações extremas, o diálogo com o Congresso é possível.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Hugo Motta (presidente da Câmara)Jair Bolsonaro (ex-presidente)Pedro Uczai (líder do PT)Jonas Donizete (líder do PSB na Câmara)Tarcísio Motta (líder do PSOL na Casa)Fernando Henrique Cardoso (ex-presidente)Fernando Haddad (ministro da Fazenda)
Organizações
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Lugares
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