Albânia propõe microestado muçulmano em Tirana, nos moldes do Vaticano
A Albânia estuda criar um microestado muçulmano soberano em Tirana, o Centro Mundial Bektashi, para promover a tolerância religiosa e desassociar o islamismo do extremismo.
Pontos principais
- A proposta prevê a cessão de uma área de 30 mil m² em Tirana para a criação de um enclave soberano.
- O microestado seria governado pelo líder religioso Baba Mondi, da Ordem Bektashi, uma corrente sufista moderada.
- A iniciativa visa preservar a tolerância religiosa e combater a associação do islamismo ao extremismo.
- O projeto prevê um país sem muros, polícia, exército ou impostos, focado em ser uma sede espiritual.
- A proposta enfrenta resistência interna na Albânia, com críticas sobre o precedente e o risco de rotular o país como "Estado islâmico".
O governo albanês, liderado pelo primeiro-ministro Edi Rama, propôs a criação de um microestado muçulmano soberano em Tirana, nos moldes do Vaticano. A iniciativa visa estabelecer o Centro Mundial Bektashi, um enclave com cerca de 30 mil m² que seria governado pelo líder religioso Edmond Brahimaj, conhecido como Baba Mondi, da Ordem Bektashi. Esta corrente sufista do islamismo é reconhecida por sua interpretação flexível da religião, permitindo o consumo de álcool e a liberdade de vestuário para mulheres, com o objetivo de promover a tolerância religiosa e desassociar o islamismo do extremismo. O projeto prevê um país sem muros, polícia, exército ou impostos, focado em ser uma sede espiritual, e a área proposta já pertence à Ordem Bektashi.
Contudo, a proposta enfrenta resistência significativa de lideranças religiosas e especialistas na Albânia. Críticos alertam para o risco de a Albânia ser rotulada como um "Estado islâmico" e de perturbar o equilíbrio religioso no país, além de questionar a justificativa para a criação de um novo Estado soberano dentro de suas fronteiras. Se aprovado, o novo país teria 100 mil m², tornando-se o menor do mundo, superando o Vaticano.
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