Ex-funcionário de escola russo ganha Oscar com documentário sobre Putin
Pavel Talankin, ex-coordenador de eventos de uma escola russa, ganhou o Oscar de Melhor Documentário por expor a máquina de propaganda e a militarização nas escolas russas.
Pontos principais
- Pavel Talankin, conhecido como Pasha, era coordenador de eventos e videomaker em uma escola primária russa antes de se exilar em 2024.
- Ele ganhou o Oscar de Melhor Documentário por 'Mr Nobody Against Putin', que aborda sua oposição à máquina de guerra de Vladimir Putin e à militarização nas escolas russas.
- O documentário, feito em parceria com o diretor americano David Borenstein, mostra Pasha filmando evidências da doutrinação patriótica e militar nas escolas, correndo grande risco pessoal.
- O filme revela a presença de mercenários do Grupo Wagner em escolas, ensinando crianças a identificar minas e manusear armas, e professores doutrinando sobre a 'desnazificação' da Ucrânia.
- Após ser forçado ao exílio, Pasha vive em um local não divulgado na Europa, mas planeja retornar à Rússia quando o regime cair.
Pavel Talankin, ex-coordenador de eventos e videomaker em uma escola primária russa, foi premiado com o Oscar de Melhor Documentário por 'Mr Nobody Against Putin'. O filme expõe a máquina de propaganda de Vladimir Putin e a militarização nas escolas russas, um tema central na narrativa do governo russo sobre o conflito na Ucrânia. Talankin, conhecido como Pasha, documentou secretamente a doutrinação patriótica e militar em instituições de ensino, incluindo a presença de mercenários do Grupo Wagner ensinando crianças a manusear armas e identificar minas.
O documentário, realizado em parceria com o diretor americano David Borenstein, detalha os riscos enfrentados por Pasha ao coletar evidências. Ele utilizou humor e atos de resistência, como transformar símbolos pró-guerra 'Z' em 'X', para lidar com a situação. Forçado ao exílio em 2024, Pasha vive atualmente em um local não revelado na Europa, mas expressa o desejo de retornar à Rússia. Ele espera que seu filme inspire outros russos a perceberem que não estão sozinhos em sua oposição ao regime.
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