Cientistas desvendam brilho extremo de supernova superluminosa
Pesquisadores identificaram que o brilho intenso de supernovas superluminosas é causado pela presença de magnetares, confirmando uma hipótese de 2010.
Pontos principais
- Uma supernova superluminosa, observada em dezembro de 2024 a um bilhão de anos-luz, é até 100 vezes mais brilhante que o normal.
- Estudos do Observatório Las Cumbres e do telescópio ATLAS revelaram que um magnetar, remanescente da explosão estelar, é o responsável pelo brilho intenso.
- O magnetar é um núcleo estelar compacto e de rotação rápida com um campo magnético imenso, que lança partículas carregadas na nuvem de gás e poeira, amplificando a luminosidade.
- Joseph Farah, principal autor do estudo publicado na revista Nature, explicou que o colapso do núcleo de uma estrela massiva pode formar um magnetar ativo no centro da supernova.
- A hipótese de Andy Howell, que sugeriu magnetares como fonte de energia extra para supernovas superluminosas em 2010, foi confirmada pelos novos dados.
Cientistas desvendaram o mistério por trás do brilho extremo de supernovas superluminosas, fenômeno que as torna até 100 vezes mais brilhantes que as supernovas comuns. A pesquisa, publicada na revista Nature, atribui essa luminosidade intensa à presença de magnetares, remanescentes estelares com campos magnéticos poderosíssimos, que amplificam a luz de dentro para fora. Uma supernova superluminosa detectada em dezembro de 2024, a um bilhão de anos-luz da Terra, foi crucial para a confirmação dessa teoria.
Os estudos, realizados pelo Observatório Las Cumbres e pelo telescópio ATLAS, indicam que o magnetar, formado pelo colapso do núcleo de uma estrela massiva, lança partículas carregadas na nuvem de gás e poeira circundante, intensificando o brilho. Essa descoberta valida uma hipótese levantada em 2010 por Andy Howell, que sugeria magnetares como a fonte de energia extra para esses eventos cósmicos. Algumas dessas supernovas também exibem oscilações de brilho, atribuídas à precessão de Lense-Thirring, causada pela distorção do espaço-tempo pelo magnetar.
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