Uma exposição no Rio de Janeiro, intitulada "Coexistir Coabitar", está promovendo um debate profundo sobre o encarceramento e a justiça social no Brasil. A mostra reúne obras de 27 artistas, muitos deles egressos do sistema prisional ou familiares de detentos, que utilizam a arte como ferramenta para expressar suas experiências e reflexões sobre as desigualdades sociais e a ressocialização. A iniciativa, que é resultado de uma residência artística no Museu da Vida Fiocruz, busca transformar vivências reais em linguagem artística, oferecendo uma perspectiva única sobre o impacto do sistema prisional na vida das pessoas.
Entre os trabalhos expostos, destacam-se "Cadeias de Vidro", de Wallace Costa, que aborda a trajetória prisional de seu pai, e uma escultura de coração empalado criada por Larissa Rolando, mulher trans e ex-detenta, inspirada em sua passagem pelo sistema prisional. A exposição, que é gratuita e inclui atividades educativas como visitas mediadas e oficinas, estará aberta até 25 de abril de 2026, convidando o público a uma reflexão sobre a importância da arte na reconstrução de vidas e na promoção de uma sociedade mais justa.
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