O Banco Mundial prevê que 1,2 bilhão de jovens entrarão no mercado de trabalho em economias emergentes na próxima década, mas apenas 400 milhões de vagas serão criadas, gerando um déficit preocupante.
O Banco Mundial emitiu um alerta sobre o futuro do mercado de trabalho em economias emergentes e em desenvolvimento. Nos próximos dez anos, entre 2025 e 2035, 1,2 bilhão de jovens nessas regiões atingirão a idade de trabalhar, mas a projeção é de que apenas 400 milhões de vagas sejam criadas. Este cenário, que aponta para um déficit de 800 milhões de empregos, pode gerar uma crise social e econômica significativa, especialmente em regiões como a África Subsaariana e o Sul da Ásia.
Para mitigar essa situação, o Banco Mundial enfatiza a urgência de ações coordenadas. A estratégia proposta inclui a mobilização de finanças públicas, conhecimento, capital privado e ferramentas de gestão de riscos. Além disso, são destacados três pilares políticos essenciais: investimento em infraestrutura fundamental, criação de um ambiente favorável aos negócios e mobilização de capital privado. Setores como infraestrutura, agronegócio, saúde, turismo e manufatura de valor agregado são identificados como cruciais para a criação de empregos.