A Rússia alertou a Finlândia sobre "medidas apropriadas" caso o país nórdico suspenda a proibição de armas nucleares em seu território, intensificando as tensões regionais.
A Rússia intensificou suas advertências à Finlândia, acusando o país nórdico de escalar tensões ao considerar a suspensão da proibição de armas nucleares em seu território. Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, afirmou que a Rússia tomará "medidas apropriadas" caso a Finlândia hospede armamentos nucleares, alegando que tal ação transformaria o país em uma ameaça. A Finlândia, que compartilha uma longa fronteira com a Rússia e ingressou na OTAN em 2023, assinou um pacto de defesa com os EUA em 2024 e agora propõe uma emenda à Lei de Energia Nuclear de 1987 para fortalecer sua defesa militar e aproveitar a dissuasão coletiva da aliança.
Essa movimentação finlandesa reflete uma tendência mais ampla na Europa de reavaliar a segurança regional, impulsionada pela invasão russa da Ucrânia e pela postura de líderes como Donald Trump. A proposta alinha a Finlândia a outros países nórdicos, como Suécia, Dinamarca e Noruega, que já possuem políticas que permitem a presença de armas nucleares em tempos de guerra. A França também anunciou a expansão de seu arsenal nuclear e a produção de mísseis de longo alcance em parceria com Alemanha e Reino Unido, indicando uma crescente preocupação com a segurança e a dissuasão nuclear no continente.