O Sistema Único de Saúde (SUS) deu um passo significativo no combate à malária ao iniciar o tratamento de crianças menores de 16 anos com a tafenoquina pediátrica. Este medicamento, em dose única de 50 mg, é indicado para pacientes entre 10 kg e 35 kg e representa um avanço crucial, especialmente na Região Amazônica, onde a doença é endêmica. O Brasil se destaca como o primeiro país a disponibilizar este tratamento para o público infantil, com uma distribuição gradual de 126.120 comprimidos em áreas prioritárias, visando melhorar a adesão ao tratamento e prevenir recaídas da malária vivax, que anteriormente exigia um regime de 14 dias.
O Ministério da Saúde investiu R$ 970 mil na aquisição do medicamento, com 64.800 doses já entregues para distribuição em Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs) com alta incidência da doença. A malária continua sendo um desafio de saúde pública na Amazônia e em territórios indígenas, onde fatores geográficos e sociais ampliam a vulnerabilidade. A expectativa é que a nova abordagem contribua para a redução de casos e óbitos, seguindo a tendência de queda observada, como a redução de 70% nos óbitos no território Yanomami entre 2023 e 2025 e o menor número de casos no país desde 1979, registrado em 2025.
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