A balança comercial brasileira alcançou o quarto melhor superávit para fevereiro, impulsionada por exportações de petróleo e queda nas importações.
O Brasil registrou um superávit comercial de US$ 4,208 bilhões em fevereiro, o quarto melhor resultado para o mês desde o início da série histórica, revertendo o déficit de US$ 467 milhões observado no mesmo período do ano anterior. Este desempenho foi impulsionado por um crescimento robusto das exportações, que atingiram US$ 26,306 bilhões, representando um aumento de 15,6% em relação a fevereiro de 2025 e o maior valor para o mês desde 1989. O principal motor desse avanço foi o setor de indústria extrativa, com um salto de 55,5%, impulsionado especialmente pelas exportações de óleos brutos de petróleo, que cresceram 76,5% e somaram US$ 3,7 bilhões.
Em contrapartida, as importações apresentaram uma queda de 4,8%, totalizando US$ 22,098 bilhões, com reduções notáveis em bens intermediários, bens de capital e gás natural, refletindo também a desaceleração econômica que impacta investimentos. Apesar da queda de 20,3% nas exportações para os EUA, que gerou um déficit de US$ 265 milhões com o país devido ao "tarifaço" de Trump, o Brasil conseguiu compensar exportando mais para mercados como China, União Europeia, México e Oriente Médio, além de um bom desempenho da agropecuária com soja e frutas.
No acumulado do primeiro bimestre de 2026, o superávit já alcança US$ 8,023 bilhões, consolidando um início de ano forte para o comércio exterior brasileiro e superando em 329% o mesmo período de 2025. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) projeta um superávit comercial entre US$ 70 bilhões e US$ 90 bilhões para 2026, superando as estimativas do mercado financeiro e indicando otimismo para o ano.
Agência Brasil - EBC • 5 mar, 16:14
InfoMoney • 5 mar, 15:56
G1 Política • 5 mar, 15:00