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Brasil registra superávit comercial de US$ 4,2 bi em fevereiro

A balança comercial brasileira alcançou o quarto melhor superávit para fevereiro, impulsionada por exportações de petróleo e queda nas importações.

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Foto: G1 Política
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05/03 às 16:03 · atualizado 17:01

Pontos principais

  • O superávit comercial de fevereiro foi de US$ 4,208 bilhões, revertendo o déficit do ano anterior e sendo o quarto maior para o mês na série histórica.
  • As exportações cresceram 15,6%, totalizando US$ 26,306 bilhões, o maior valor para o mês desde 1989, com destaque para o aumento de 76,5% nas exportações de óleos brutos de petróleo.
  • As importações caíram 4,8%, somando US$ 22,098 bilhões, influenciadas pela redução de bens intermediários, de capital e gás natural.
  • No acumulado do primeiro bimestre de 2026, o superávit atingiu US$ 8,023 bilhões, 329% superior ao mesmo período de 2025.
  • Apesar da queda de 20,3% nas exportações para os EUA devido ao "tarifaço" de Trump, o Brasil compensou com outros mercados.

O Brasil registrou um superávit comercial de US$ 4,208 bilhões em fevereiro, o quarto melhor resultado para o mês desde o início da série histórica, revertendo o déficit de US$ 467 milhões observado no mesmo período do ano anterior. Este desempenho foi impulsionado por um crescimento robusto das exportações, que atingiram US$ 26,306 bilhões, representando um aumento de 15,6% em relação a fevereiro de 2025 e o maior valor para o mês desde 1989. O principal motor desse avanço foi o setor de indústria extrativa, com um salto de 55,5%, impulsionado especialmente pelas exportações de óleos brutos de petróleo, que cresceram 76,5% e somaram US$ 3,7 bilhões.

Em contrapartida, as importações apresentaram uma queda de 4,8%, totalizando US$ 22,098 bilhões, com reduções notáveis em bens intermediários, bens de capital e gás natural, refletindo também a desaceleração econômica que impacta investimentos. Apesar da queda de 20,3% nas exportações para os EUA, que gerou um déficit de US$ 265 milhões com o país devido ao "tarifaço" de Trump, o Brasil conseguiu compensar exportando mais para mercados como China, União Europeia, México e Oriente Médio, além de um bom desempenho da agropecuária com soja e frutas.

No acumulado do primeiro bimestre de 2026, o superávit já alcança US$ 8,023 bilhões, consolidando um início de ano forte para o comércio exterior brasileiro e superando em 329% o mesmo período de 2025. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) projeta um superávit comercial entre US$ 70 bilhões e US$ 90 bilhões para 2026, superando as estimativas do mercado financeiro e indicando otimismo para o ano.

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