A Colômbia pode eleger a primeira parlamentar de inteligência artificial da América Latina, 'Gaitana', gerando discussões sobre os riscos e benefícios da IA na política e a participação popular.
A Colômbia se encontra na vanguarda de um experimento político com a candidatura de 'Gaitana IA' ao Congresso, a primeira parlamentar de inteligência artificial da América Latina. A iniciativa, viabilizada por Carlos Redondo e Alba Rincón, permite que eleitores votem na opção 'IA' na cédula, com a plataforma de Gaitana utilizando um chatbot para coletar opiniões de mais de 10 mil usuários. Essa abordagem visa construir suas posições políticas e decidir sobre projetos de lei, representando povos originários e defendendo pautas como meio ambiente e luta antissistema.
Embora a candidatura possa aproximar a política de grupos minoritários e ganhar força em um cenário geopolítico que busca novas formas de representação, especialistas alertam para riscos significativos. Preocupações incluem falhas de algoritmo, vieses inerentes à IA, dilemas éticos na tradução de projetos e a segurança de dados, apesar do uso de blockchain. Atividades que exigem presença física no Congresso seriam realizadas pelos representantes humanos, enquanto a plataforma processa ideias e votações, levantando questões sobre o papel e a responsabilidade da IA na governança.