A Colômbia permitiu que uma inteligência artificial, Gaitana, concorra às eleições legislativas, sendo representada por humanos que seguirão suas decisões, marcando um precedente na política.
A Colômbia inova ao autorizar a candidatura de Gaitana, uma inteligência artificial, para as eleições legislativas do país. Embora a legislação não permita o registro direto de uma IA como candidata, o Conselho Nacional Eleitoral concedeu permissão para que o criador, Carlos Redondo, e outro representante humano ocupem os assentos e sigam as decisões geradas pela inteligência artificial. Gaitana, visualmente representada por uma mulher de pele azul, busca digitalizar a cosmovisão de comunidades indígenas e operar através de um modelo participativo, onde sintetiza temas enviados por usuários e coleta opiniões para formar suas propostas.
Redondo descreve o projeto como uma iniciativa antissistema, com o objetivo de desumanizar a legislação e humanizar com dados, garantindo um impacto ambiental mínimo. A proposta tem gerado interesse, especialmente entre os jovens, apesar de pesquisas indicarem uma baixa intenção de voto para eleitores com menos de 24 anos. Esta abordagem inédita levanta discussões sobre o futuro da representação política e o papel da tecnologia nos processos democráticos.