Lula e o ministro das Cidades, Jader Filho, criticaram o governador Romeu Zema pela não utilização de R$ 3,5 bilhões do PAC em prevenção de desastres em MG, após fortes chuvas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro das Cidades, Jader Filho, criticaram o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, pela baixa aplicação de verbas federais destinadas à prevenção de desastres. Segundo o ministro, Zema executou apenas 4% dos R$ 3,5 bilhões do Novo PAC disponíveis para obras de contenção de encostas e drenagem no estado. A declaração ocorre em um contexto de fortes chuvas na Zona da Mata mineira, que provocaram desabamentos e deslizamentos, resultando em pelo menos 64 mortes e cinco desaparecidos. Lula classificou a situação como um "descaso histórico" e defendeu a aplicação de recursos em prevenção e planejamento urbano, anunciando a possível utilização de um mecanismo de 'Compra Assistida' para adquirir casas para famílias desabrigadas.
Em resposta à crise, o presidente visitará a região atingida e se encontrará com lideranças locais em Juiz de Fora e Ubá. A Defesa Civil Nacional autorizou um repasse de R$ 6,19 milhões para socorro emergencial em municípios de MG, PI e RS. Um relatório do Cemaden revelou que eventos climáticos extremos impactaram mais de 336 mil pessoas e geraram R$ 3,9 bilhões em prejuízos em 2025. Enquanto isso, dados do Portal de Transparência de Minas Gerais indicam uma queda drástica nos gastos estaduais com infraestrutura de combate a impactos de chuvas entre 2023 e 2025. A administração estadual argumentou que a gestão de gastos com chuvas envolve vários órgãos e que mais de R$ 170 milhões foram empregados desde 2022, com o vice-governador Mateus Simões anunciando a destinação de R$ 38 milhões para Juiz de Fora e R$ 8 milhões para Ubá.
InfoMoney • 28 fev, 21:00
Agência Brasil - EBC • 27 fev, 18:55
G1 Política • 27 fev, 17:17
6 mar, 20:01
6 mar, 11:01
24 fev, 13:01
24 fev, 08:02
5 fev, 22:02