O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, criticou o reajuste salarial e folgas para servidores do Congresso Nacional, apesar de ter aprovado um aumento de 300% para seu próprio salário e de outros cargos em seu estado.
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, gerou controvérsia ao criticar um projeto de lei que concede reajuste salarial e folgas a servidores do Congresso Nacional. A proposta, que cria a Gratificação de Desempenho e Alinhamento Estratégico (GDAE), pode dobrar os salários e oferece um dia de folga a cada três trabalhados, levando Zema a declarar que o Congresso decidiu "trabalhar menos e ganhar o dobro", responsabilizando o governo Lula pela medida.
Apesar de sua postura crítica, o governador sancionou em 2023 uma lei que aumentou em 300% seu próprio salário, o do vice-governador e o dos secretários estaduais em Minas Gerais. Enquanto o Partido Novo, legenda de Zema, orientou voto contrário à proposta no Congresso, a posição do governador levanta questionamentos sobre a coerência de suas críticas em relação aos reajustes no setor público.