O Fundo Monetário Internacional (FMI) instou os Estados Unidos a implementarem um ajuste fiscal para conter seus déficits em conta corrente e fiscal, considerados "grandes demais", alertando para riscos à estabilidade econômica global.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) emitiu um alerta contundente aos Estados Unidos, pedindo um ajuste fiscal urgente para controlar os crescentes déficits em conta corrente e fiscal. A diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva, classificou o déficit em conta corrente como "grande demais", ecoando a preocupação de que a sustentabilidade fiscal americana está em risco. A instituição projeta que os déficits fiscais do país permanecerão entre 7% e 8% do PIB nos próximos anos, impulsionando a dívida pública para 140% do PIB até 2031.
Essa trajetória da dívida pública dos EUA é vista pelo FMI como um risco crescente para a estabilidade econômica global, dada a relevância da economia americana. A recomendação do FMI é que a melhor forma de mitigar o déficit em conta corrente é através da redução do déficit fiscal, um desafio que o governo Trump já reconheceu. Enquanto isso, o FMI projeta um crescimento de 2,4% para os EUA em 2026, com a inflação retornando à meta do Federal Reserve apenas em 2027.