Grandes bancos como Deutsche Bank e Goldman Sachs estão implementando inteligência artificial autônoma para monitorar operações, identificar má conduta de traders e reduzir custos de compliance.
Grandes instituições financeiras como Deutsche Bank e Goldman Sachs estão na vanguarda da adoção da inteligência artificial autônoma (agentic AI) para revolucionar seus sistemas de compliance. Essa tecnologia é empregada para monitorar operações e comunicações de traders, com o objetivo de identificar e sinalizar potenciais casos de má conduta e abuso de mercado. O Deutsche Bank, por exemplo, já reportou uma redução de mais de 25% nos falsos positivos em sua vigilância, além de ter desligado 200 servidores internos, demonstrando a eficiência e o potencial de economia que a IA oferece.
Além da redução de custos operacionais e do aumento da precisão na detecção de irregularidades, a implementação da IA promete otimizar significativamente os processos de compliance. A Nomura Holdings, em discussões para colaborar com outro banco global, estima uma economia anual de até US$ 5 milhões e uma redução de 30-40% em falsos positivos. Contudo, a introdução dessas ferramentas avançadas é acompanhada por uma abordagem cautelosa por parte dos bancos, que reconhecem a necessidade de controle rigoroso para mitigar novas vulnerabilidades e proteger dados sensíveis.