Segundo o Goldman Sachs, empresas com ativos produtivos tangíveis estão superando o mercado, pois investidores buscam proteção contra a ruptura da inteligência artificial, priorizando o "efeito HALO" de ativos pesados.
De acordo com o Goldman Sachs, ações de empresas com ativos produtivos tangíveis estão superando o mercado, à medida que investidores buscam proteção contra a ruptura causada pela inteligência artificial. Essa tendência reflete a priorização do "efeito HALO" de ativos pesados e baixa obsolescência, com a carteira de ações intensivas em capital do banco superando em 35% o grupo de empresas "asset light" desde 2025. Setores como utilities e energia são exemplos de áreas que atraem esse tipo de investimento, com empresas como ASML, Safran e Airbus na Europa sendo destacadas.
A preocupação com a IA tem impactado negativamente setores "asset light", como software e gestão de recursos. Curiosamente, grandes empresas de tecnologia como Amazon, Microsoft e Alphabet estão investindo trilhões na infraestrutura de IA, transformando-se em companhias intensivas em capital. Além da IA, juros reais elevados e o cenário geopolítico atual também favorecem a migração de investimentos para setores com maior intensidade de capital, consolidando essa mudança no perfil de risco e retorno buscado pelos investidores.