Nick Evans, gestor da Polar Capital, desinvestiu em software de aplicação, exceto Microsoft, apostando em semicondutores e infraestrutura de tecnologia pela ameaça existencial da inteligência artificial.
Nick Evans, gestor do fundo Polar Capital, que se destaca por superar 99% de seus pares, realizou uma significativa movimentação em seu portfólio, desinvestindo na maioria das ações de software de aplicação. A decisão, que deixou apenas uma pequena posição na Microsoft, é motivada pela percepção de que a inteligência artificial representa uma ameaça existencial para o setor. Ferramentas de IA, como o Claude Cowork da Anthropic PBC, já estão perturbando o mercado, evidenciado pela queda de 22% em um ETF do setor de software.
Evans prevê que a IA permitirá que clientes desenvolvam soluções internas e que startups de IA intensifiquem a concorrência. Em resposta a essa mudança de paradigma, o fundo tem direcionado seus investimentos para semicondutores, com a Nvidia entre suas sete maiores posições, e para infraestrutura de tecnologia, como equipamentos de rede e energia para data centers. Embora veja menos vulnerabilidade em software de infraestrutura e cibersegurança, a estratégia reflete uma profunda reavaliação do futuro do software de aplicação no cenário tecnológico dominado pela IA.