Austan Goolsbee, do Fed de Chicago, sugere que a anulação de tarifas pelo Supremo Tribunal, embora gere incerteza, pode ajudar a controlar a inflação nos EUA, enquanto o Fed aguarda progresso para cortes de juros.
O presidente do Federal Reserve de Chicago, Austan Goolsbee, avalia que a recente anulação de tarifas globais pelo Supremo Tribunal dos EUA, embora possa introduzir incerteza para as empresas, tem o potencial de contribuir para o controle da inflação no país. A decisão judicial impede o presidente Donald Trump de reimpor tarifas com base em uma lei de emergência de 1977, forçando o governo a buscar novas vias legais para tal. Este cenário surge em um momento crucial, onde o Fed busca evidências concretas de progresso inflacionário em direção à sua meta de 2% antes de considerar novos cortes nas taxas de juros.
Goolsbee ressaltou que a avaliação do progresso da inflação será abrangente, considerando múltiplos componentes se movendo na direção da meta, e não apenas o número de meses de arrefecimento. Após três cortes nas taxas no final de 2025 e uma redução de um ponto percentual em 2024, as autoridades do Fed mantiveram as taxas inalteradas em janeiro e esperam mantê-las em março. Economistas preveem apenas dois cortes de 0,25 ponto percentual em 2026, com o primeiro não antes de junho, embora Goolsbee tenha mencionado a possibilidade de múltiplos cortes em 2026 se as pressões de preços diminuírem.