A China manteve suas taxas de empréstimo de referência inalteradas pelo nono mês consecutivo, indicando uma abordagem cautelosa em relação a novas medidas de estímulo monetário, apesar dos desafios econômicos.
A China optou por manter suas taxas de empréstimo de referência inalteradas pelo nono mês consecutivo, com as taxas primárias de empréstimo (LPR) de um e cinco anos permanecendo em 3,0% e 3,5%, respectivamente. Essa decisão sinaliza uma postura cautelosa das autoridades chinesas em relação a novas medidas de afrouxamento monetário, mesmo diante de desafios econômicos persistentes. Analistas indicam que há um espaço limitado para reduções nas taxas de referência no primeiro trimestre, sugerindo que o governo pode estar priorizando outras ferramentas para gerenciar a economia.
Embora a China tenha alcançado sua meta de crescimento econômico de cerca de 5% em 2025, impulsionada principalmente pelas exportações, o país ainda enfrenta desequilíbrios estruturais, atritos comerciais e incertezas geopolíticas que afetam suas perspectivas. A Reuters projeta uma desaceleração do crescimento para 4,5% em 2026. Em resposta a esses desafios, o banco central chinês prometeu intensificar o apoio financeiro para impulsionar a demanda interna, visando combater o excesso de capacidade industrial e o consumo fraco.