Um relatório da Unesco prevê que a inteligência artificial generativa pode causar perdas significativas de até 24% nas receitas da indústria musical e 21% no setor audiovisual até 2028, ameaçando a liberdade artística e o financiamento cultural.
A Unesco divulgou um relatório alarmante indicando que a inteligência artificial generativa pode impactar severamente as indústrias culturais e criativas, com projeções de perdas de até 24% nas receitas da música e 21% no setor audiovisual até 2028. O estudo, intitulado "Re|thinking Policies for Creativity", ressalta que essa tecnologia não apenas ameaça a liberdade artística, mas também fragiliza a sustentabilidade dessas indústrias, que já enfrentam desafios como a baixa proporção de financiamento público direto, que se mantém abaixo de 0,6% do PIB global.
Além das perdas financeiras, o relatório aponta para a crescente precarização dos criadores, apesar do aumento das receitas digitais, e para a violação da propriedade intelectual. A divisão digital entre o Norte e o Sul global, a concentração de mercado em plataformas de streaming e os obstáculos à mobilidade artística internacional são outros pontos críticos levantados, evidenciando a necessidade urgente de políticas que protejam e promovam a diversidade cultural e a equidade no cenário digital.