A cúpula do Congresso Nacional condiciona a votação do veto ao Projeto de Lei da Dosimetria, que pode reduzir a pena de Jair Bolsonaro, à diminuição da pressão pela CPI do Banco Master.
A cúpula do Congresso Nacional está utilizando a votação do veto ao Projeto de Lei da Dosimetria como moeda de troca para diminuir a pressão pela instalação de uma CPI sobre o Banco Master. Segundo a Folha de S. Paulo, a proposta, que pode reduzir significativamente a pena de Jair Bolsonaro de 27 anos e três meses para cerca de 2 anos e 4 meses, tem sido adiada devido à forte rejeição pública.
Os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara, Hugo Motta, articulam com a oposição uma sessão conjunta para analisar o veto. Em contrapartida, esperam que a pressão pela CPI mista do caso Master seja abandonada. A oposição, embora interessada na CPI, enfrenta a resistência da cúpula do Congresso, que teme que a investigação seja usada para atacar ministros do Supremo Tribunal Federal e enfraquecer o Poder Judiciário.