Doença cerebral silenciosa pode quadruplicar risco de demência, revela estudo nos EUA
Um estudo americano com quase 2 milhões de pessoas aponta que a angiopatia amiloide cerebral (AAC), uma condição muitas vezes assintomática, pode aumentar em até quatro vezes o risco de demência em idosos.
Pontos principais
- A angiopatia amiloide cerebral (AAC) eleva em até quatro vezes o risco de demência em idosos, mesmo sem histórico de AVC.
- O estudo analisou dados de saúde de 1,9 milhão de beneficiários do Medicare com 65 anos ou mais, entre 2016 e 2022.
- Cerca de 42% dos indivíduos com AAC desenvolveram demência em até cinco anos, comparado a 10% daqueles sem a condição.
- Mecanismos não relacionados a acidentes vasculares cerebrais são apontados como cruciais para o risco de demência na AAC.
- Especialistas enfatizam a importância do rastreamento precoce de alterações cognitivas após o diagnóstico de AAC.
Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos, envolvendo quase 2 milhões de idosos, revelou que a angiopatia amiloide cerebral (AAC), uma condição muitas vezes silenciosa, pode quadruplicar o risco de demência. O estudo analisou registros de saúde de beneficiários do Medicare com 65 anos ou mais, entre 2016 e 2022, e constatou que aproximadamente 42% das pessoas diagnosticadas com AAC desenvolveram demência em até cinco anos, em contraste com apenas 10% da população sem a doença.
Os resultados indicam que o risco elevado de demência persiste mesmo em pacientes com AAC que nunca sofreram um AVC, sugerindo que outros mecanismos, independentes de eventos vasculares, são fundamentais para o desenvolvimento da demência. Diante dessas descobertas, especialistas ressaltam a importância do rastreamento precoce de alterações cognitivas em indivíduos com diagnóstico de AAC, visando uma intervenção mais eficaz e um melhor manejo da condição.
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