A capital paulista atingiu em 2025 o segundo maior índice de mortes no trânsito desde 2015, totalizando 1.034 óbitos, com motociclistas e pedestres sendo as principais vítimas.
A capital paulista enfrentou um cenário preocupante em 2025, registrando 1.034 mortes no trânsito, o segundo maior número desde 2015 e o terceiro ano consecutivo com mais de mil óbitos. Este dado alarmante destaca a persistência de desafios na segurança viária da metrópole. As estatísticas revelam que motociclistas e pedestres são as categorias mais vulneráveis, respondendo por 475 e 410 mortes, respectivamente, e a maioria das vítimas (82%) são homens, concentradas na faixa etária de 25 a 29 anos, com os domingos sendo os dias mais críticos.
O urbanista Flaminio Fichmann aponta que o aumento do uso de motocicletas e a preferência pelo transporte individual em detrimento do coletivo contribuem significativamente para essa escalada de fatalidades. Ele sugere que o incentivo ao transporte público pode ser uma estratégia eficaz para mitigar as mortes e promover a saúde pública. Em resposta, a Prefeitura de São Paulo afirma ter implementado diversas medidas de segurança viária, incluindo Áreas Calmas, Rotas Escolares Seguras e a redução de velocidade em vias, além de programas como o Plano de Metas Municipal e as Frentes Seguras, visando a proteção de pedestres e motociclistas.