Home / Diário Oficial da União / quinta-feira, 6 de agosto de 2026
ResoluçãoSeção 1 · Edição 147 · Pág. 40
Resolução
Presidência da República › Câmara de Comércio Exterior › Comitê-Executivo de Gestão
O que significa para o Brasil?
Este ato apresenta uma análise técnica sobre o mercado brasileiro de resinas de PVC-S e o desempenho da indústria nacional (Braskem e Unipar) frente às importações, especialmente da China. O documento avalia se a extinção de uma medida antidumping poderia causar danos à indústria local, constatando que, apesar de uma leve recuperação recente, a indústria doméstica perdeu participação de mercado e rentabilidade ao longo do período analisado.
Resumo gerado por IA a partir do texto integral. Verifique sempre o ato original.
Texto integral
210. Observou-se que o indicador de volume das importações brasileiras da origem sujeita à medida antidumping aumentou 887,5% de P1 para P2 e reduziu 99,7% de P2 para P3. Nos períodos subsequentes, houve redução de 73,8% de P3 para P4, e, considerando o intervalo de P4 para P5, houve diminuição de 67,5%. Ao se considerar todo o período de análise, o indicador de volume das importações brasileiras da origem sujeita à medida antidumping revelou variação negativa de 99,8% em P5, comparativamente a P1.
211. Importante destacar que as importações originárias da origem sujeita à medida antidumping somente foram significativas em P1 e P2, muito provavelmente em razão do direito antidumping ter sido suspenso no período de 14 de agosto de 2020 a 27 de setembro de 2021, conforme explicado no item 1.3 deste documento.
212. O indicador de preço médio (CIF US$/t) das importações brasileiras da origem sujeita à medida antidumping cresceu 40,0% de P1 para P2 e 7,4% de P2 para P3. Nos períodos subsequentes, houve redução de 29,7% de P3 para P4, e considerando o intervalo de P4 para P5 houve diminuição de 34,2%. Ao se considerar todo o período de análise, tal indicador revelou variação negativa de 30,5% em P5, comparativamente a P1.
213. Com relação à variação de volume das importações brasileiras do produto das demais origens ao longo do período em análise, houve aumento de 25,4% entre P1 e P2, enquanto de P2 para P3 é possível detectar retração de 30,5%. De P3 para P4, houve crescimento de 24,0%, e, de P4 para P5, o indicador aumentou 41,2%. Ao se considerar toda a série analisada, o indicador de volume das importações brasileiras do produto das demais origens apresentou expansão de 52,6% em P5, comparativamente a P1.
214. Com relação à variação de preço médio (CIF US$/t) das importações brasileiras do produto das demais origens ao longo do período em análise, houve aumento de 60,2% de P1 para P2, enquanto de P2 para P3 é possível detectar retração de 3,3%. De P3 para P4, houve diminuição de 42,2%, e, de P4 para P5, o indicador reduziu-se 2,1%. Ao se considerar toda a série analisada, o indicador de preço médio (CIF US$/t) das importações brasileiras do produto das demais origens apresentou contração de 12,3%, considerado P5 em relação ao início do período avaliado (P1).
215. Avaliando a variação das importações brasileiras totais no período analisado, de P1 para P2, verifica-se aumento de 52,1%. É possível verificar ainda queda de 44,4% de P2 para P3, enquanto, de P3 para P4, houve crescimento de 23,9%, e, de P4 para P5, o indicador mostrou ampliação de 41,2%. Analisando-se todo o período, o volume das importações brasileiras totais do produto no período apresentou expansão da ordem de 47,9%, considerado P5 em relação a P1.
216. O preço médio das importações brasileiras totais do produto no período analisado aumentou 59,9% de P1 para P2. É possível verificar ainda queda de 3,6% de P2 e P3, enquanto, de P3 para P4 e de P4 para P5, houve redução de 42,2% e de 2,1%, respectivamente. Analisando-se todo o período, o preço médio das importações totais brasileiras apresentou contração da ordem de 12,8% em P5 em relação a P1.
6.2. Do mercado brasileiro e da evolução das importações
217. Com vistas a se dimensionar o mercado brasileiro de resinas de PVC-S, foram consideradas as quantidades vendidas no mercado interno, líquidas de devoluções, da indústria doméstica e as quantidades totais importadas apuradas com base nos dados oficiais da RFB, apresentadas no item anterior.
218. Para fins deste documento, considerou-se que o mercado brasileiro e o consumo nacional aparente se equivaleram, tendo em vista que não houve consumo cativo pelas empresas que compõem a indústria doméstica.
Do Mercado Brasileiro e da Evolução das Importações (em t)
[RESTRITO]
P1
P2
P3
P4
P5
P1 - P5
Mercado Brasileiro
Mercado Brasileiro
{A+B}
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
Variação
-
10,8%
(16,5%)
13,3%
12,3%
+ 17,7%
A. Vendas Internas - Indústria Doméstica
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
Variação
-
(11,5%)
9,4%
8,3%
(3,3%)
+ 1,4%
B. Importações Totais
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
B1. Importações - Origens sob Análise
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
Variação
-
887,5%
(99,7%)
(73,8%)
(67,5%)
(99,8%)
B2. Importações - Outras Origens
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
Variação
-
25,4%
(30,5%)
24,0%
41,2%
+ 52,6%
Participação no Mercado Brasileiro
Participação das Vendas Internas da Indústria Doméstica {A/(A+B)}
100,0
80,0
104,8
100,2
86,1
[RESTRITO]
Participação das Importações Totais {B/(A+B)}
100,0
137,0
91,2
99,7
125,6
[RESTRITO]
Participação das Importações - Origem sob Análise {B1/(A+B)}
100,0
881,8
0,0
0,0
0,0
[RESTRITO]
Participação das Importações - Outras Origens {B2/(A+B)}
100,0
113,2
94,1
102,9
129,4
[RESTRITO]
Representatividade das Importações da Origem sob Análise
Participação no Mercado Brasileiro {B1/(A+B)}
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
Variação
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
Participação nas Importações Totais {B1/B}
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
Variação
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
C. Volume de Produção - Indústria Doméstica
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
Variação
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
Relação com o Volume de Produção Nacional {B1/C}
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
Variação
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
219. Observou-se que o mercado brasileiro de resinas de PVC-S cresceu 10,8% de P1 para P2 e diminuiu 16,5% de P2 para P3. Nos períodos subsequentes, houve aumento de 13,3% e de 12,3% de P3 para P4 e de P4 para P5, respectivamente. Ao se considerar todo o período de análise, o mercado brasileiro resinas de PVC-S revelou variação positiva de 17,7% em P5, comparativamente a P1.
220. A participação das importações da origem sujeita à medida antidumping no mercado brasileiro cresceu [RESTRITO] p.p. de P1 para P2, quando passou de [RESTRITO] para [RESTRITO] , e diminuiu [RESTRITO] p.p. de P2 para P3. Nos períodos subsequentes, houve estabilidade do indicador tanto de P3 para P4 quanto de P4 para P5. Ao se considerar todo o período de análise, a participação da origem sujeita à medida antidumping no mercado brasileiro revelou variação negativa de [RESTRITO] p.p. em P5, comparativamente a P1.
221. Já com relação à participação das importações das demais origens no mercado brasileiro ao longo do período em análise, houve aumento de [RESTRITO] p.p. de P1 para P2. De P2 para P3, é possível detectar retração de [RESTRITO] p.p., enquanto, de P3 para P4 e de P4 para P5, houve crescimento de [RESTRITO] p.p. e de [RESTRITO] p.p., respectivamente. Ao se considerar toda a série analisada, a participação das importações das demais origens no mercado brasileiro apresentou expansão de [RESTRITO] p.p., considerado P5 em relação ao início do período avaliado (P1).
222. Por fim, observou-se que a relação entre importações da origem sujeita à medida antidumping e a produção nacional de PVC-S cresceu [RESTRITO] p.p. de P1 para P2 e diminuiu [RESTRITO] p.p. de P2 para P3. Nos períodos subsequentes, houve estabilidade do indicador tanto de P3 a P4 quanto de P4 a P5. Ao se considerar todo o período de análise, o indicador de relação entre essas importações e a produção nacional revelou variação negativa de [RESTRITO] p.p. em P5, comparativamente a P1.
6.3. Da conclusão a respeito das importações
223. Durante o período de análise de retomada/continuação de dano, constatou-se que as importações de resinas de PVC-S da China, origem sujeita à medida antidumping, somente foram representativas em P2. Como visto, nesse período tais importações alcançaram [RESTRITO] toneladas, representando cerca de [RESTRITO] % do mercado brasileiro no período. Tais importações apresentaram queda de 99,8% de P1 a P5 e de 67,5% de P4 a P5.
224. Já as importações originárias das demais origens, além de representativas em todo o período de análise, apresentaram crescimento de 52,6% de P1 para P5, tendo passado de [RESTRITO] toneladas, em P1, para [RESTRITO] toneladas, em P5. Desse modo, a participação destas importações no mercado brasileiro aumentou [RESTRITO] p.p. nesse intervalo.
7. DOS INDICADORES DA INDÚSTRIA DOMÉSTICA
7.1. Dos indicadores da indústria doméstica
225. De acordo com o disposto no art. 108 do Decreto nº 8.058, de 2013, a determinação de que a extinção do direito levaria muito provavelmente à continuação ou à retomada do dano deve basear-se no exame objetivo de todos os fatores relevantes, incluindo a situação da indústria doméstica durante a vigência definitiva do direito e os demais fatores indicados no art. 104 do Regulamento Brasileiro.
226. O período de análise dos indicadores da indústria doméstica compreendeu os mesmos períodos utilizados na análise das importações.
227. Como demonstrado no item 4, de acordo com o previsto no art. 34 do Decreto nº 8.058, de 2013, a indústria doméstica foi definida como as linhas de produção do produto similar doméstico das empresas Braskem e Unipar, que representam 100% da produção nacional em P5. Dessa forma, os indicadores considerados neste documento refletem os resultados alcançados pelas citadas linhas de produção.
228. Para adequada avaliação da evolução dos dados em moeda nacional, apresentados pela indústria doméstica, atualizaram-se os valores correntes com base no Índice de Preços ao Produtor Amplo - Origem - Produtos Industriais (IPA-OG-PI), da Fundação Getúlio Vargas, [RESTRITO] .
229. De acordo com a metodologia aplicada, os valores em reais correntes de cada período foram divididos pelo índice de preços médio do período, multiplicando-se o resultado pelo índice de preços médio de P5. Essa metodologia foi aplicada a todos os valores monetários em reais apresentados.
7.1.1. Da evolução global da indústria doméstica
7.1.1.1. Dos indicadores de venda e participação no mercado brasileiro
230. A tabela a seguir apresenta, entre outras informações, as vendas da indústria doméstica de produtos de fabricação própria destinadas ao mercado interno e ao mercado externo, líquidas de devoluções.
231. Como não houve industrialização para terceiros (tolling) ou consumo cativo, considerou-se o consumo nacional aparente (CNA) idêntico ao mercado brasileiro.
Dos Indicadores de Venda e Participação no Mercado Brasileiro (em t)
[RESTRITO]
P1
P2
P3
P4
P5
P1 - P5
Indicadores de Vendas
A. Vendas Totais da Indústria Doméstica
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
Variação
-
(12,8%)
8,2%
6,7%
(5,1%)
(4,4%)
A1. Vendas no Mercado Interno
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
Variação
-
(11,5%)
9,4%
8,3%
(3,3%)
+ 1,4%
A2. Vendas no Mercado Externo
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
Variação
-
(33,2%)
(17,6%)
(37,9%)
(89,2%)
(96,3%)
Mercado Brasileiro
B. Mercado Brasileiro
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
Variação
-
10,8%
(16,5%)
13,3%
12,3%
+ 17,7%
Representatividade das Vendas no Mercado Interno
Participação nas Vendas Totais {A1/A}
100,0
101,5
102,7
104,3
106,2
[RESTRITO]
Variação
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
Participação no Mercado Brasileiro {A1/B}
100,0
80,0
104,8
100,2
86,1
[RESTRITO]
Variação
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
232. Observou-se que o indicador de vendas da indústria doméstica (t) destinadas ao mercado interno diminuiu 11,5% de P1 para P2 e aumentou 9,4% e 8,3% de P2 para P3 e de P3 para P4, respectivamente. Considerando o intervalo de P4 para P5, houve diminuição de 3,3%. Ao se considerar todo o período de análise, o indicador de vendas da indústria doméstica (t) destinadas ao mercado interno revelou variação positiva de 1,4% em P5, comparativamente a P1.
233. Com relação à variação de vendas da indústria doméstica (t) destinadas ao mercado externo ao longo do período em análise, houve redução contínua ao longo do período de análise: de 33,2% de P1 para P2; de 17,6% de P2 para P3; de 37,9% de P3 para P4; e de 89,2% de P4 para P5. Ao se considerar toda a série analisada, o indicador de vendas da indústria doméstica (t) destinadas ao mercado externo apresentou contração de 96,3%, considerado P5 em relação ao início do período avaliado (P1).
234. Sendo assim, as vendas destinadas ao mercado interno significavam [RESTRITO] % do total das vendas realizadas pela indústria doméstica em P1 e representaram [RESTRITO] % em P5, aumento de [RESTRITO] p.p.
235. Por fim, observou-se que a participação das vendas da indústria doméstica no mercado brasileiro diminuiu [RESTRITO] p.p. de P1 para P2 e aumentou [RESTRITO] p.p. de P2 para P3. Nos períodos subsequentes, houve redução de [RESTRITO] p.p. de P3 para P4 e de [RESTRITO] p.p. de P4 para P5. Ao se considerar todo o período de análise, a participação das vendas da indústria doméstica no mercado brasileiro revelou variação negativa de [RESTRITO] p.p. em P5, comparativamente a P1.
7.1.1.2. Dos indicadores de produção, capacidade e estoque
236. A tabela a seguir apresenta, entre outras informações, o volume de produção do produto similar fabricado pela indústria doméstica.
Dos Indicadores de Produção, Capacidade Instalada e Estoque (em t)
[RESTRITO]
P1
P2
P3
P4
P5
P1 - P5
Volumes de Produção
A. Volume de Produção -
Produto Similar
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
Variação
-
(0,6%)
4,7%
2,0%
(5,4%)
+ 0,4%
B. Volume de Produção -
Outros Produtos
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
Variação
-
(25,9%)
8,1%
(7,4%)
(18,8%)
(39,8%)
Capacidade Instalada
D. Capacidade Instalada Efetiva
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
Variação
-
(6,5%)
10,3%
(0,3%)
(0,1%)
+ 2,7%
E. Grau de Ocupação
{(A+B) / D}
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
Variação
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
Estoques
F. Estoques
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
Variação
-
346,2%
11,3%
(19,8%)
(26,8%)
+ 191,3%
G. Relação entre Estoque e Volume de Produção {EFA}
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
Variação
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
237. O volume de produção do produto similar da indústria doméstica diminuiu 0,6% de P1 para P2, e aumentou 4,7% de P2 para P3 e 2,0% de P3 para P4. Considerando o intervalo de P4 para P5, houve diminuição de 5,4%. Ao se considerar todo o período de análise, o indicador de volume de produção do produto similar da indústria doméstica revelou variação positiva de 0,4% em P5, comparativamente a P1.
238. Com relação à variação de produção de outros produtos ao longo do período em análise, houve redução de 25,9% de P1 para P2, enquanto, de P2 para P3, é possível detectar ampliação de 8,1%. De P3 para P4 e de P4 para P5, houve diminuição de 7,4% e de 18,8%, respectivamente. Ao se considerar toda a série analisada, a produção de outros produtos apresentou contração de 39,8%, considerado P5 em relação ao início do período avaliado (P1).
239. Observou-se que o indicador de grau de ocupação da capacidade instalada cresceu [RESTRITO] p.p. de P1 para P2 e diminuiu [RESTRITO] p.p. de P2 para P3. Nos períodos subsequentes, houve aumento de [RESTRITO] p.p. de P3 e P4 e diminuição de [RESTRITO] p.p. de P4 e P5. Ao se considerar todo o período de análise, o indicador de grau de ocupação da capacidade instalada revelou variação negativa de [RESTRITO] p.p. em P5, comparativamente a P1.
240. O volume de estoque final de resina de PVC-S sofreu incremento da ordem de 346,2% de P1 para P2 e de 11,3% de P2 para P3. Nos períodos subsequentes, houve redução de 19,8% de P3 para P4 e de 26,8% de P4 para P5. Ao se considerar todo o período de análise, o volume de estoque final de PVC-S revelou variação positiva de 191,3% em P5, comparativamente a P1.
241. Por fim, a relação estoque final/produção cresceu [RESTRITO] p.p. de P1 para P2 e [RESTRITO] p.p. de P2 para P3. Nos períodos subsequentes, houve redução de [RESTRITO] p.p. de P3 para P4 e de [RESTRITO] p.p. de P4 para P5. Ao se considerar todo o período de análise, o indicador de relação estoque final/produção revelou variação positiva de [RESTRITO] p.p. em P5, comparativamente a P1.
7.1.1.3. Dos indicadores de emprego, produtividade e massa salarial
242. A tabela a seguir apresenta entre outras informações, os indicadores de emprego, de produtividade e de massa salarial da indústria doméstica.
Do Emprego, da Produtividade e da Massa Salarial
[CONFIDENCIAL]
P1
P2
P3
P4
P5
P1 - P5
Emprego
A. Qtde de Empregados - Total
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
Variação
-
2,9%
(0,3%)
(4,3%)
0,3%
(1,4%)
A1. Qtde de Empregados - Produção
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
Variação
-
0,1%
3,7%
(4,1%)
0,9%
+ 0,4%
A2. Qtde de Empregados - Adm. e Vendas
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
Variação
-
10,8%
(10,3%)
(4,6%)
(1,5%)
(6,6%)
Produtividade (em t)
B. Produtividade por Empregado
Volume de Produção (produto similar) / {A1}
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
Variação
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
Massa Salarial (em Mil Reais)
C. Massa Salarial - Total
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
Variação
-
(18,9%)
(3,7%)
12,3%
1,2%
(11,2%)
C1. Massa Salarial - Produção
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
Variação
-
(20,2%)
(0,6%)
12,4%
3,8%
(7,5%)
C2. Massa Salarial - Adm. e Vendas
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
Variação
-
(16,0%)
(10,3%)
12,1%
(5,1%)
(19,9%)
243. Observou-se que o indicador de número de empregados que atuam em linha de produção se manteve estável de P1 para P2 e aumentou 3,7% de P2 para P3. Nos períodos subsequentes, houve redução de 4,1% de P3 para P4, e, considerando o intervalo de P4 para P5, houve crescimento de 0,9%. Ao se considerar todo o período de análise, o indicador de número de empregados que atuam em linha de produção revelou variação positiva de 0,4% em P5, comparativamente a P1.
244. Com relação à variação de número de empregados que atuam em administração e vendas ao longo do período em análise, houve aumento de 10,8% de P1 para P2, enquanto de P2 para P3 é possível detectar retração de 10,3%. De P3 para P4 e de P4 para P5, houve diminuição de 4,6% e de 1,5%, respectivamente. Ao se considerar toda a série analisada, o indicador de número de empregados que atuam em administração e vendas apresentou contração de 6,6%, considerado P5 em relação ao início do período avaliado (P1).
245. Avaliando a variação de quantidade total de empregados no período analisado, entre P1 e P2 verifica-se aumento de 2,9%. É possível verificar ainda queda de 0,3% de P2 para P3 e de 4,3% de P3 para P4. De P4 para P5, o indicador mostrou ampliação de 0,3%. Analisando-se todo o período, quantidade total de empregados apresentou contração da ordem de 1,4%, considerado P5 em relação a P1.
246. Observou-se que o indicador de massa salarial dos empregados de linha de produção diminuiu 20,2% de P1 para P2 e 0,6% de P2 para P3. Nos períodos subsequentes, houve aumento de 12,4% de P3 para P4 e de 3,8% de P4 para P5. Ao se considerar todo o período de análise, o indicador de massa salarial dos empregados de linha de produção revelou variação negativa de 7,5% em P5, comparativamente a P1.
247. Com relação à variação de massa salarial dos empregados de administração e vendas ao longo do período em análise, houve redução de 16,0% de P1 para P2 e de 10,3% de P2 para P3. De P3 para P4, houve crescimento de 12,1%, e, de P4 para P5, o indicador diminuiu 5,1%. Ao se considerar toda a série analisada, o indicador de massa salarial dos empregados de administração e vendas apresentou contração de 19,9%, considerado P5 em relação ao início do período avaliado (P1).
248. Avaliando a variação de massa salarial do total de empregados no período analisado, verifica-se diminuição de 18,9% e de 3,7% de P1 para P2 e de P2 para P3. De P3 para P4 e de P4 para P5, houve crescimento de 12,3% e de 1,2%, respectivamente. Analisando-se todo o período, massa salarial do total de empregados apresentou contração da ordem de 11,2%, considerado P5 em relação a P1.
249. Observou-se que o indicador de a produtividade por empregado ligado à produção diminuiu [CONFIDENCIAL]% de P1 para P2 e aumentou [CONFIDENCIAL]% de P2 para P3. Nos períodos subsequentes, houve aumento de [CONFIDENCIAL]% de P3 para P4, e, considerando o intervalo de P4 para P5, houve diminuição de [CONFIDENCIAL]%. Ao se considerar todo o período de análise, o indicador de a produtividade por empregado ligado à produção revelou estabilidade, não sofrendo variação significativa em P5, comparativamente a P1.
7.1.2. Dos indicadores financeiros da indústria doméstica
7.1.2.1. Da receita líquida e dos preços médios ponderados
250. As receitas líquidas obtidas pela indústria doméstica referem-se às vendas líquidas do produto similar de fabricação própria, já deduzidos os abatimentos, descontos, tributos e devoluções, bem como as despesas com o frete interno.
Da Receita Líquida e dos Preços Médios Ponderados
[CONFIDENCIAL] / [RESTRITO]
P1
P2
P3
P4
P5
P1 - P5
Receita Líquida (em Mil Reais)
A. Receita Líquida Total
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
Variação
-
19,2%
(22,2%)
(27,6%)
2,0%
(31,5%)
A1. Receita Líquida
Mercado Interno
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
Variação
-
19,2%
(22,0%)
(26,3%)
3,4%
(29,1%)
Participação {A1/A}
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
A2. Receita Líquida
Mercado Externo
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
Variação
-
18,8%
(28,0%)
(64,1%)
(87,6%)
(96,2%)
Participação {A2/A}
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
Preços Médios Ponderados (em Reais/t)
B. Preço no Mercado Interno
{A1/Vendas no Mercado Interno}
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
Variação
-
34,8%
(28,7%)
(32,0%)
7,0%
(30,1%)
C. Preço no Mercado Externo
{A2/Vendas no Mercado Externo}
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
Variação
-
78,0%
(12,6%)
(42,1%)
14,3%
+ 2,9%
251. Observou-se que o indicador de receita líquida, em reais atualizados, referente às vendas no mercado interno cresceu 19,2% de P1 para P2 e diminui 22,0% de P2 para P3. Nos períodos subsequentes, houve redução de 26,3% de P3 para P4, e, considerando o intervalo de P4 para P5, houve crescimento de 3,4%. Ao se considerar todo o período de análise, o indicador de receita líquida, em reais atualizados, referente às vendas no mercado interno revelou variação negativa de 29,1% em P5, comparativamente a P1.
252. Com relação à variação de receita líquida obtida com as exportações do produto similar ao longo do período em análise, houve aumento de 18,8% de P1 para P2, enquanto, de P2 para P3, é possível detectar retração de 28,0%. De P3 para P4 e de P4 a P5, houve diminuição de 64,1% e de 87,6%, respectivamente. Ao se considerar toda a série analisada, o indicador de receita líquida obtida com as exportações do produto similar apresentou contração de 96,2%, considerado P5 em relação ao início do período avaliado (P1).
253. Avaliando a variação de receita líquida total no período analisado, de P1 para P2 verifica-se aumento de 19,2%. É possível verificar ainda queda de 22,2% e de 27,6% de P2 para P3 e de P3 para P4. De P4 para P5, o indicador mostrou ampliação de 2,0%. Analisando-se todo o período, receita líquida total apresentou contração da ordem de 31,5%, considerado P5 em relação a P1.
254. Observou-se que o indicador de preço médio de venda no mercador interno cresceu 34,8% de P1 para P2 e reduziu 28,7% de P2 para P3 e 32,0% de P3 para P4. Considerando o intervalo de P4 para P5, houve crescimento de 7,0%. Ao se considerar todo o período de análise, o indicador de preço médio de venda no mercado interno revelou variação negativa de 30,1% em P5, comparativamente a P1.
255. Com relação à variação de preço médio de venda para o mercado externo ao longo do período em análise, houve aumento de 78,0% de P1 para P2, enquanto, de P2 para P3, é possível detectar retração de 12,6%. De P3 para P4, houve diminuição de 42,1%, e, de P4 para P5, o indicador sofreu elevação de 14,3%. Ao se considerar toda a série analisada, o indicador de preço médio de venda para o mercado externo apresentou expansão de 2,9%, considerado P5 em relação ao início do período avaliado (P1).
7.1.2.2. Dos resultados e das margens
256. A tabela a seguir exibem a demonstração de resultados e as margens de lucro associadas, obtidas com a venda de resinas de PVC-S de fabricação própria no mercado interno.
Demonstrativo de Resultado no Mercado Interno e Margens de Rentabilidade
[CONFIDENCIAL] / [RESTRITO]
P1
P2
P3
P4
P5
P1 - P5
Demonstrativo de Resultado (em Mil Reais)
A. Receita Líquida
Mercado Interno
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
Variação
-
19,2%
(22,0%)
(26,3%)
3,4%
(29,1%)
B. Custo do Produto Vendido - CPV
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
Variação
-
(1,6%)
17,4%
(3,6%)
(5,8%)
+ 5,0%
C. Resultado Bruto {A-B}
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
Variação
-
110,7%
(102,9%)
(1.885,8%)
34,1%
(179,3%)
D. Despesas Operacionais
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
Variação
-
(61,9%)
15,5%
(77,7%)
615,9%
(29,9%)
D1. Despesas Gerais e Administrativas
100,0
71,6
60,8
59,1
60,7
[CONF.]
D2. Despesas com Vendas
100,0
83,7
115,2
93,7
95,0
[CONF.]
D3. Resultado Financeiro (RF)
100,0
28,9
31,1
-7,7
67,9
[CONF.]
D4. Outras Despesas (Receitas) Operacionais (OD)
100,0
14,1
60,0
-8,5
89,1
[CONF.]
E. Resultado Operacional
{C-D}
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
Variação
-
385,3%
(148,2%)
(84,1%)
(38,2%)
(250,0%)
F. Resultado Operacional
(exceto RF) {C-D1-D2-D4}
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
Variação
-
295,3%
(123,6%)
(235,1%)
16,4%
(360,9%)
G. Resultado Operacional
(exceto RF e OD) {C-D1-D2}
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
Variação
-
190,5%
(117,6%)
(348,0%)
28,0%
(264,7%)
Margens de Rentabilidade (%)
H. Margem Bruta {C/A}
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
Variação
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
I. Margem Operacional {E/A}
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
Variação
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
J. Margem Operacional
(exceto RF) {F/A}
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
Variação
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
K. Margem Operacional
(exceto RF e OD) {G/A}
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
Variação
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
257. O resultado bruto da indústria doméstica aumentou 110,7% de P1 para P2, enquanto, de P2 para P3, diminuiu 102,9%. De P3 para P4, houve diminuição de 1.885,8%, e, de P4 para P5, o indicador teve elevação de 34,1%. Ao se considerar toda a série analisada, o resultado bruto da indústria doméstica apresentou contração de 179,3%, considerado P5 em relação ao início do período avaliado (P1).
258. A margem bruta cresceu [CONFIDENCIAL] p.p. de P1 para P2 e reduziu [CONFIDENCIAL] p.p. de P2 para P3. Nos períodos subsequentes, houve redução de [CONFIDENCIAL] p.p. de P3 para P4 e crescimento de [CONFIDENCIAL] p.p. de P4 para P5. Ao se considerar todo o período de análise, o indicador de margem bruta revelou variação negativa de [CONFIDENCIAL] p.p. em P5, comparativamente a P1.
259. O resultado operacional de P1 para P2 aumentou 385,3%. Verificou-se queda nos intervalos seguintes: de 148,2% de P2 para P3; de 84,1% de P3 para P4; e de 38,2% de P4 a P5. Analisando-se todo o período, resultado operacional apresentou contração da ordem de 250,0%, considerado P5 em relação a P1.
260. A margem operacional aumentou [CONFIDENCIAL] p.p. de P1 para P2. Seguindo tendência do resultado operacional, houve queda nos períodos seguintes: de [CONFIDENCIAL] p.p. de P2 para P3; de [CONFIDENCIAL] p.p. de P3 para P4; e [CONFIDENCIAL] p.p. de P4 para P5. Ao se considerar toda a série analisada, a margem operacional apresentou contração de [CONFIDENCIAL] p.p., considerado P5 em relação ao início do período avaliado (P1).
261. O resultado operacional, excetuado o resultado financeiro, sofreu incremento da ordem de 295,3% de P1 para P2 e reduziu 123,6% de P2 para P3. Nos períodos subsequentes, houve redução de 235,1% de P3 para P4, e, considerando o intervalo de P4 para P5, houve crescimento de 16,4%. Ao se considerar todo o período de análise, tal resultado revelou variação negativa de 360,9% em P5, comparativamente a P1.
262. A margem operacional, exceto resultado financeiro, no período analisado aumentou de [CONFIDENCIAL] p.p. de P1 para P2. De P2 para P3 e de P3 para P4, verifica-se queda de [CONFIDENCIAL] p.p. e de [CONFIDENCIAL] p.p., respectivamente. Por sua vez, de P4 para P5, é possível identificar ampliação de [CONFIDENCIAL] p.p. Analisando-se todo o período, a margem operacional, exceto resultado financeiro, apresentou contração de [CONFIDENCIAL] p.p., considerado P5 em relação a P1.
263. Com relação à variação de resultado operacional, excluídos o resultado financeiro e outras despesas, ao longo do período em análise, houve aumento de 190,5% de P1 para P2, enquanto, de P2 para P3, é possível detectar retração de 117,6%. De P3 para P4, houve diminuição de 348,0%, e, de P4 para P5, tal resultado sofreu elevação de 28,0%. Ao se considerar toda a série analisada, o resultado operacional, excluídos o resultado financeiro e outras despesas, apresentou contração de 264,7%, considerado P5 em relação ao início do período avaliado (P1).
264. A margem operacional, excluído o resultado financeiro e outras despesas cresceu [CONFIDENCIAL] p.p. de P1 para P2 e reduziu [CONFIDENCIAL] p.p. de P2 para P3. Nos períodos subsequentes, houve redução de [CONFIDENCIAL] p.p. de P3 para P4 e crescimento de [CONFIDENCIAL] p.p. de P4 para P5. Ao se considerar todo o período de análise, a margem operacional, excluído o resultado financeiro e outras despesas revelou variação negativa de [CONFIDENCIAL] p.p. em P5, comparativamente a P1.
265. A tabela abaixo, por sua vez, apresenta a demonstração de resultados e as margens de lucro associadas, para o período de investigação, obtidas com a venda de resinas de PVC-S no mercado interno por tonelada vendida.
Demonstrativo de Resultado no Mercado Interno por Unidade (R$/t)
[CONFIDENCIAL] / [RESTRITO]
P1
P2
P3
P4
P5
P1 - P5
A. Receita Líquida
Mercado Interno
[REST.]
[REST.]
[REST.]
[REST.]
[REST.]
[REST.]
Variação
-
34,8%
(28,7%)
(32,0%)
7,0%
(30,1%)
B. Custo do Produto Vendido -
CPV
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
Variação
-
11,3%
7,3%
(11,0%)
(2,5%)
+ 3,6%
C. Resultado Bruto {A-B}
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
Variação
-
138,2%
(102,6%)
(1.732,8%)
31,8%
(178,2%)
D. Despesas Operacionais
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
Variação
-
(57,0%)
5,5%
(79,4%)
640,5%
(30,8%)
D1. Despesas Gerais e Administrativas
100,0
81,0
62,8
56,4
59,8
[CONF.]
D2. Despesas com Vendas
100,0
94,6
119,0
89,4
93,7
[CONF.]
D3. Resultado Financeiro (RF)
100,0
32,7
32,1
-7,4
67,0
[CONF.]
D4. Outras Despesas (Receitas)
Operacionais (OD)
100,0
16,0
62,0
-8,1
87,9
[CONF.]
E. Resultado Operacional {C-D}
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
Variação
-
422,5%
(144,1%)
(69,9%)
(42,9%)
(245,1%)
F. Resultado Operacional
(exceto RF) {C-D1-D2-D4}
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
Variação
-
346,8%
(121,5%)
(209,2%)
13,5%
(357,3%)
G. Resultado Operacional
(exceto RF e OD) {C-D1-D2}
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
Variação
-
228,3%
(116,1%)
(313,5%)
25,5%
(262,4%)
266. Ao se analisar o demonstrativo de resultados obtido com a comercialização do produto similar no mercado interno por tonelada vendida, observou-se que o custo do produto vendido unitário (CPV) em P5 foi 3,6% superior a este custo em P1, enquanto o preço médio obtido pela indústria doméstica em P5 foi 30,1% inferior a este preço em P1, gerando assim, como visto, queda no resultado bruto e na margem bruta obtida pela indústria doméstica no período de P1 para P5.
267. Já o custo do produto vendido unitário (CPV) por tonelada vendida em P5 foi 2,5% menor a este custo em P4, enquanto o preço médio obtido pela indústria doméstica em P5 foi 7,0% superior a este preço em P4, gerando assim, como visto, recuperação do resultado bruto e da margem bruta obtida pela indústria doméstica no período de P4 para P5, ainda que essa recuperação não tenha sido em montante suficiente para que a indústria doméstica obtivesse resultados similares aos verificados em P1 e P2.
268. Da mesma forma, observou-se que a soma do CPV aos valores das despesas gerais e administrativas e de vendas por tonelada em P5 foi 0,7% superior a esta soma em P1, enquanto o preço médio obtido pela indústria doméstica em P5 foi 30,1% inferior a este preço em P1, resultando, como visto, na queda do resultado e da margem operacional (exceto o resultado financeiro e as outras despesas/receitas operacionais) obtidos pela indústria doméstica no período de P1 para P5.
269. Já a soma do CPV aos valores das despesas gerais e administrativas e de vendas por tonelada em P5 foi 2,1% menor a esta soma em P4, enquanto o preço médio obtido pela indústria doméstica em P5 foi 7,0% superior a este preço em P4, resultando, como visto, na recuperação tanto do resultado quanto da margem operacional (exceto o resultado financeiro e as outras despesas/receitas operacionais) obtidos pela indústria doméstica no período de P4 para P5, ainda que essa recuperação não tenha sido em montante suficiente para que a indústria doméstica obtivesse resultados similares os verificados em P1 e P2.
7.1.2.3. Do fluxo de caixa, do retorno sobre investimentos e da capacidade de captar recursos
270. Com relação aos próximos indicadores a serem analisados, cumpre salientar que se referem às atividades totais da indústria doméstica e não somente às operações relacionadas a resinas de PVC-S, tendo sido calculados pelo DECOM tendo por base as demonstrações financeiras publicadas de cada uma das empresas.
Do Fluxo de Caixa, Retorno sobre Investimentos e Capacidade de Captar Recursos
[CONFIDENCIAL] / [RESTRITO]
P1
P2
P3
P4
P5
P1 - P5
Fluxo de Caixa
A. Fluxo de Caixa
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
Variação
-
(162,8%)
171,7%
61,5%
(159,7%)
(143,4%)
Retorno sobre Investimento
B. Lucro Líquido
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
Variação
-
270,6%
(99,9%)
(37.745,3%)
(175,1%)
(18,2%)
C. Ativo Total
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
Variação
-
(15,7%)
(11,6%)
11,8%
9,3%
(8,8%)
D. Retorno sobre Investimento
Total (ROI)
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
Variação
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
Capacidade de Captar Recursos
E. Índice de Liquidez Geral (ILG)
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
Variação
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
F. Índice de Liquidez Corrente (ILC)
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
Variação
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
Obs.: ROI = Lucro Líquido / Ativo Total; ILC = Ativo Circulante / Passivo Circulante;
ILG = (Ativo Circulante + Ativo Realizável Longo Prazo) / (Passivo Circulante + Passivo Não Circulante)
271. Observou-se que o indicador de caixa líquido total gerado nas atividades da indústria doméstica diminuiu 162,8% de P1 para P2 e aumentou 171,7% de P2 para P3. Nos períodos subsequentes, houve aumento de 61,5% de P3 para P4, e considerando o intervalo entre P4 e P5 houve diminuição de 159,7%. Ao se considerar todo o período de análise, o indicador de caixa líquido total gerado nas atividades da indústria doméstica revelou variação negativa de 143,4% em P5, comparativamente a P1.
272. Observou-se que o indicador de taxa de retorno sobre investimentos da indústria doméstica cresceu [RESTRITO] p.p. de P1 para P2 e diminuiu [RESTRITO] p.p. de P2 para P3; [RESTRITO] p.p. de P3 para P4; e [RESTRITO] p.p. de P4 para P5. Ao se considerar todo o período de análise, o indicador de taxa de retorno sobre investimentos da indústria doméstica revelou variação negativa de [RESTRITO] p.p. em P5, comparativamente a P1.
273. Observou-se que o indicador de liquidez geral cresceu [RESTRITO]% de P1 para P2 e [RESTRITO]% de P2 para P3. Nos períodos subsequentes, houve redução de [RESTRITO]% de P3 para P4 e de [RESTRITO]% de P4 para P5. Ao se considerar todo o período de análise, o indicador de liquidez geral revelou estabilidade, não sofrendo variação significativa em P5, comparativamente a P1.
274. Com relação à variação de liquidez corrente ao longo do período em análise, houve redução de [RESTRITO]% de P1 para P2, enquanto, de P2 para P3, é possível detectar ampliação de [RESTRITO]%. De P3 para P4, houve crescimento de [RESTRITO]%, e, de P4 e P5, o indicador sofreu queda de [RESTRITO]%. Ao se considerar toda a série analisada, o indicador de liquidez corrente apresentou contração de [RESTRITO]%, considerado P5 em relação ao início do período avaliado (P1).
7.1.2.4. Do crescimento da indústria doméstica
275. O volume de vendas da indústria doméstica para o mercado interno em P5 foi superior ao volume de vendas registrado em P1 em 1,4% e 3,3% inferior ao volume observado em P4. Já o mercado brasileiro de resinas de PVC-S cresceu 17,7% em P5 em relação a P1 e 12,3% em relação a P4.
276. Desse modo, a participação da indústria doméstica no mercado brasileiro em P5 foi [RESTRITO] p.p. menor do que tal participação em P1 e [RESTRITO] p.p. menor que a participação em tal mercado verificada em P4.
277. Diante da evolução dos indicadores acima apresentados, conclui-se que a indústria doméstica teve retração ao longo do período de análise de dano em relação ao mercado brasileiro.
7.1.3. Dos fatores que afetam os preços domésticos
7.1.3.1. Dos custos e da relação custo/preço
278. A tabela a seguir demonstra o custo de produção e a comparação entre o preço e o custo da indústria doméstica.
Dos Custos e da Relação Custo/Preço
[CONFIDENCIAL] / [RESTRITO]
P1
P2
P3
P4
P5
P1 - P5
Custos de Produção (em R$/t)
Custo de Produção (em R$/t) {A + B}
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
Variação
-
8,8%
7,8%
(8,4%)
0,0%
+ 7,4%
A. Custos Variáveis
100,0
111,8
121,3
110,3
110,0
[CONF.]
A1. Matéria Prima
100,0
115,7
125,7
112,5
112,6
[CONF.]
A2. Utilidades
100,0
85,3
85,1
86,7
81,5
[CONF.]
A3. Outros Custos Variáveis
100,0
91,0
104,0
108,1
109,4
[CONF.]
B. Custos Fixos
100,0
75,8
74,3
76,2
79,0
[CONF.]
B1. Mão de obra direta
100,0
78,9
74,6
79,9
87,4
[CONF.]
B2. Depreciação
100,0
68,0
53,1
52,0
58,1
[CONF.]
B3. Outros
100,0
82,6
105,3
106,2
96,8
[CONF.]
Custo Unitário (em R$/t) e Relação Custo/Preço (%)
C. Custo de Produção Unitário
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
Variação
-
8,8%
7,8%
(8,4%)
0,0%
+ 7,4%
D. Preço no Mercado Interno
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
[RESTRITO]
Variação
-
34,8%
(28,7%)
(32,0%)
7,0%
(30,1%)
E. Relação Custo / Preço {C/D}
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
Variação
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
[CONF.]
279. Observou-se que o indicador de custo unitário de cresceu 8,8% de P1 para P2 e 7,8% de P2 para P3. Nos períodos subsequentes, houve redução de 8,4% de P3 para P4. Considerando o intervalo de P4 para P5, não houve crescimento ou diminuição expressivos. Ao se considerar todo o período de análise, o indicador de custo unitário de revelou variação positiva de 7,4% em P5, comparativamente a P1.
280. Já a participação do custo de produção no preço de venda diminuiu [CONFIDENCIAL] p.p. de P1 para P2 e aumentou [CONFIDENCIAL] p.p. de P2 para P3. Nos períodos subsequentes, houve aumento de [CONFIDENCIAL] p.p. de P3 para P4 e diminuição de [CONFIDENCIAL] p.p. de P4 para P5. Ao se considerar todo o período de análise, a participação do custo de produção no preço de venda revelou variação positiva de [CONFIDENCIAL] p.p. em P5, comparativamente a P1.
7.2. Da conclusão sobre os indicadores da indústria doméstica
281. Da análise dos dados e indicadores da indústria doméstica, verificou-se que:
a) Apesar do crescimento contínuo no mercado brasileiro de P1 para P5, que resultou em um crescimento de 17,7% considerando as extremidades do período (P1 para P5), as vendas da indústria doméstica no mercado interno aumentaram apenas 1,4% ([RESTRITO] toneladas) de P1 para P5 e diminuíram 3,3% ([RESTRITO] toneladas) de P4 para P5. Tendo em conta o crescimento do mercado brasileiro, a indústria doméstica perdeu [RESTRITO] p.p. de participação no mercado brasileiro no período;
b) a produção da indústria doméstica, no mesmo sentido, aumentou 0,4% de P1 para P5 e diminuiu 5,4% de P4 para P5. Esse comportamento da produção levou à redução do grau de ocupação da capacidade instalada efetiva em [RESTRITO] p.p. de P1 para P5 e em [RESTRITO] p.p. de P4 para P5;
c) o estoque, em termos absolutos, aumentou 191,3% de P1 para P5 e diminuiu 26,8% de P4 para P5. A relação estoque final/produção, por sua vez, aumentou [RESTRITO] p.p. de P1 para P5 e diminuiu [RESTRITO] p.p. de P4 para P5;
d) o número de empregados ligados diretamente à produção, em P5, foi 0,4% maior quando comparado a P1 e 0,9% maior quando comparado a P4. A massa salarial dos empregados ligados à produção, por sua vez, apresentou tendência diversa: diminuiu 7,5% de P1 para P5 e aumentou 3,8% de P4 para P5;
e) a receita líquida obtida pela indústria doméstica com a venda de resina de PVC-S no mercado interno decresceu 29,1% de P1 para P5, devido à queda de 30,1% do preço médio obtido com as vendas nesse mercado;
f) o custo unitário de produção cresceu 7,4% de P1 para P5, enquanto o preço no mercado interno diminuiu 30,1%. Assim, a relação custo de produção/preço aumentou [CONFIDENCIAL] p.p. nesse período. Já no período de P4 para P5, o custo unitário de produção permaneceu constante, enquanto o preço obtido no mercado interno aumentou, no mesmo período, 7,0%. Assim, a relação custo de produção/preço diminuiu [CONFIDENCIAL] p.p. de P4 para P5;
g) o custo do produto vendido unitário (CPV) em P5, por sua vez, foi 3,6% superior a este custo em P1, enquanto o preço obtido no mercado interno diminuiu 30,1%. Já nos períodos de P4 para P5, o CPV diminuiu 2,5% enquanto o preço obtido no mercado interno aumentou 7,0%;
h) esse comportamento dos custos,vis-à-viso comportamento dos preços impactou negativamente os resultados e a rentabilidade obtida pela indústria doméstica no mercado interno. O resultado bruto verificado em P5 foi 179,3% menor do que o observado em P1 e 34,1% maior do que o verificado em P4. Analogamente, a margem bruta obtida em P5 diminuiu [CONFIDENCIAL] p.p. em relação a P1 e aumentou [CONFIDENCIAL] p,p, em relação a P4; e
i) o resultado operacional (exceto o resultado financeiro e as outras despesas/receitas operacionais) verificado em P5 foi 264,7% menor do que o observado em P1 e 28,0% maior do que o observado em P4. De forma similar, a margem operacional (exceto o resultado financeiro e as outras despesas/receitas operacionais) obtida em P5 diminuiu [CONFIDENCIAL] p.p. em relação a P1 e aumentou [CONFIDENCIAL] p.p. em relação a P4.
Entidades citadas
Órgãos
RFBDECOMFundação Getúlio Vargas
Empresas
BraskemUnipar
Locais
China
Normas citadas
Decreto nº 8.058, de 2013Índice de Preços ao Produtor Amplo - Origem - Produtos Industriais
Temas
resinas de PVC-Smedida antidumping
