Violência interrompe transportes e afeta acesso à educação no Rio
A violência no Rio de Janeiro causou quase 2.300 interrupções no transporte público entre 2023 e 2025, afetando o acesso à educação de cerca de 190 mil estudantes da rede municipal, com 95% das escolas impactadas e bairros como Penha, Bangu e Jacarepaguá sendo os mais atingidos.
|
26/03 às 07:50
Pontos principais
- Entre janeiro de 2023 e julho de 2025, a violência no Rio de Janeiro resultou em 2.228 interrupções no transporte público, impactando quase 190 mil estudantes da rede municipal.
- O estudo "Percursos interrompidos" do Unicef, Instituto Fogo Cruzado e Geni/UFF revelou que 49% das interrupções ocorreram em dias letivos e horário escolar.
- As principais causas das interrupções foram barricadas (32,4%), ações policiais (22,7%) e manifestações (12,9%), com duração média de sete horas por evento.
- A chefe do Unicef no Rio, Flavia Antunes, destacou que a violência afeta tanto o acesso físico à escola quanto a saúde mental e o desenvolvimento dos estudantes.
- Cerca de 95% das 4.008 escolas municipais do Rio registraram ao menos uma interrupção, com a Penha, Bangu e Jacarepaguá sendo os bairros mais afetados.
- Um quarto das matrículas (323.359 crianças e adolescentes) está em escolas classificadas com risco moderado, alto ou muito alto de interrupção de transporte.
- A coordenadora do Geni/UFF, Carolina Grillo, defendeu a modificação da política de segurança pública, criticando as operações policiais imprevisíveis e ineficientes.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Flavia Antunes (chefe do escritório do Unicef no Rio de Janeiro)Carolina Grillo (coordenadora do Geni/UFF)Maria Isabel Couto (diretora de Dados e Transparência do Instituto Fogo Cruzado)
Organizações
Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef)Instituto Fogo CruzadoGrupo de Estudos de Novos Ilegalismos da Universidade Federal Fluminense (Geni/UFF)Agência BrasilIBGE
Lugares
Rio de JaneiroPenhaBanguJacarepaguáVila CruzeiroEstrada Santa VeridianaSanta Cruz
