Valorização contínua do real depende de rumo fiscal; Investidores apostam em foco no exterior
A valorização contínua do real frente ao dólar, que atingiu R$ 4,91, é impulsionada por fatores externos e pelo fluxo de capital estrangeiro no Brasil, mas sua sustentabilidade depende da condução fiscal e do cenário internacional.
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05/05 às 22:04
Pontos principais
- O dólar caiu para R$ 4,91, o menor valor desde janeiro de 2024, acumulando uma baixa de 10,51% em 2026.
- A desvalorização do dólar é atribuída a fatores globais e domésticos, incluindo a desvalorização do dólar frente a outras moedas e o superávit comercial brasileiro.
- O diferencial de juros, com a taxa brasileira a 14,50% a.a., atrai capital externo para a renda fixa, pressionando a cotação do dólar para baixo.
- Analistas projetam que o câmbio pode atingir R$ 4,70 no curto prazo, mas o comportamento futuro dependerá do resultado eleitoral e da política fiscal.
- O cenário internacional, especialmente eventos geopolíticos como a guerra, é apontado como o principal vetor de curto prazo para o dólar.
- A inflação nos Estados Unidos e a consequente elevação dos juros dos títulos americanos podem fortalecer o dólar globalmente.
- Apesar da valorização, o real ainda é influenciado por problemas internos como a questão fiscal, o crescimento da dívida/PIB e a inflação real.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Flávio Conde (head de ações da Levante Investimentos)Felipe Sant’Anna (especialista em investimentos do grupo Axia Investing)
Organizações
Levante InvestimentosAxia InvestingTimes BrasilCNBCCopom
Lugares
BrasilEstados Unidos

