Tráfico de africanos: países são desafiados a reparar escravização
Uma resolução da ONU desafia países a reparar a escravização de africanos, gerando debate sobre a classificação do tráfico como o maior crime contra a humanidade e a responsabilidade histórica, com o Brasil propondo um fundo de reparação.
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29/03 às 10:40
Pontos principais
- A ONU aprovou uma resolução que desafia Estados-Membros a considerar pedidos formais de desculpas e contribuir para um fundo internacional de reparação pelo tráfico de africanos escravizados.
- A resolução, liderada pela União Africana e apoiada por 123 países (incluindo o Brasil), classifica a escravidão como o crime mais grave contra a humanidade, o que foi criticado por EUA e União Europeia.
- EUA e União Europeia contestam a hierarquização de crimes contra a humanidade e a aplicação de normas internacionais atuais a períodos passados, além de questionarem a base jurídica para reparações.
- Historiadores e ativistas, como Martha Abreu e Jurema Werneck, defendem a classificação da escravidão como o maior crime e a necessidade de reparação devido à sua escala, duração e consequências duradouras.
- A resolução estabelece a necessidade de um sistema de justiça reparatória e a criação de um fundo internacional para financiar projetos em nações africanas e caribenhas afetadas.
- No Brasil, a PEC 27/2024 propõe a criação de um Fundo Nacional de Reparação Econômica e de Promoção da Igualdade Racial, com recursos de empresas que lucraram com a escravidão e doações internacionais.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Martha Abreu (historiadora e professora da UFF)Jurema Werneck (diretora executiva da Anistia Internacional)
Organizações
Organização das Nações Unidas (ONU)União AfricanaUnião EuropeiaAnistia InternacionalUniversidade Federal Fluminense (UFF)Câmara dos Deputados
Lugares
BrasilEstados UnidosArgentinaIsraelÁfricaAméricasPortugalEspanhaReino UnidoFrançaHolandaDinamarca
