Tortura em Israel tem apoio do Estado e sociedade, diz relatora da ONU
A relatora especial da ONU, Francesca Albanese, denuncia que a tortura contra palestinos em Israel é sistemática, generalizada e apoiada pelo Estado e pela sociedade, fazendo parte de uma doutrina de dominação colonial e genocídio.
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25/03 às 13:00
Pontos principais
- Francesca Albanese, relatora da ONU, afirma que a tortura contra palestinos em Israel é sistemática e uma doutrina de Estado.
- O relatório de 23 páginas é baseado em mais de 300 depoimentos e detalha práticas como estupros, fome induzida, privação de sono e choques elétricos, inclusive contra crianças.
- A relatora destaca que a prática tem apoio dos altos escalões do Executivo, Legislativo e Judiciário, além de setores da sociedade civil israelense.
- A missão de Israel em Genebra acusa Albanese de antissemitismo e descredibiliza o relatório, afirmando que ela perdeu a autoridade moral.
- O documento aponta que o Judiciário israelense tem privilegiado reivindicações de segurança em detrimento dos direitos fundamentais, resultando em impunidade quase total.
- O ministro de segurança nacional de Israel, Itamar Bem-Gvir, é apontado como coordenador da escalada da tortura, com políticas que levaram à morte de detentos.
- Albanese conclui que a institucionalização da tortura é parte de um genocídio em curso para anexar os territórios palestinos e pede ação dos Estados-membros.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Francesca Albanese (relatora especial das Nações Unidas para os direitos humanos nos territórios palestinos ocupados)Papa LeãoDonald TrumpItamar Bem-Gvir (ministro de segurança nacional de Israel)Walid Khalid AhmadBenjamin Netanyahu (primeiro-ministro de Israel)
Organizações
Nações Unidas (ONU)Agência BrasilREUTERSMissão de Israel em GenebraMinistério Público Militar
Lugares
IsraelTerritórios palestinos ocupadosLíbanoIrãGenebraSde TeimanCisjordâniaTel AvivMegido
