Tarifa Zero pode devolver R$ 45,6 bilhões ao bolso dos passageiros das capitais e regiões metropolitanas, aponta estudo
Um estudo da UnB e UFRJ aponta que a implementação da Tarifa Zero no transporte público das capitais e regiões metropolitanas brasileiras poderia injetar R$ 45,6 bilhões anualmente na economia, beneficiando passageiros e impulsionando a circulação de dinheiro.
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05/05 às 05:00
Pontos principais
- Passageiros de transporte público em capitais e regiões metropolitanas economizariam R$ 45,6 bilhões anualmente com a Tarifa Zero.
- O estudo, financiado pela Frente Parlamentar em Defesa da Tarifa Zero, sugere que a medida vai além da mobilidade, funcionando como instrumento de distribuição de renda e redução de desigualdades.
- A inclusão de gratuidades já existentes elevaria o potencial de injeção anual na economia para R$ 60,3 bilhões.
- A Tarifa Zero é comparada a programas sociais como o Bolsa Família e a ampliação da isenção do Imposto de Renda em seu impacto econômico.
- Pesquisadores destacam o caráter redistributivo da Tarifa Zero, beneficiando famílias de baixa renda e populações vulneráveis.
- Há resistência à política de Tarifa Zero, vista por pesquisadores como uma questão de interesse de classe e controle social.
- Um estudo anterior propõe o financiamento da Tarifa Zero através de uma contribuição mensal de empresas, inspirada no modelo francês Versement Mobilité, arrecadando cerca de R$ 80 bilhões por ano.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Thiago Trindade (professor do Instituto de Ciência Política da UnB)Luiza Erundina (deputada Psol/SP)
Organizações
Universidade de Brasília (UnB)Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)Frente Parlamentar em Defesa da Tarifa Zero no Congresso NacionalFundação Rosa LuxemburgoIBGEAssociação Nacional dos Transportes UrbanosAgência Brasil
Lugares
BrasilCapitaisRegiões Metropolitanas

