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Sofrimento masculino está na origem da ‘machosfera’, mas não pode justificar misoginia, diz representante da ONU Mulheres no Brasil

A representante da ONU Mulheres no Brasil, Gallianne Palayret, afirma que o sofrimento masculino impulsiona a "machosfera", mas não justifica a misoginia, defendendo a criação de espaços de apoio para homens e a cooperação para combater a violência digital contra mulheres.

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10/03 às 22:26

Pontos principais

  • Gallianne Palayret, da ONU Mulheres no Brasil, destaca que o sofrimento masculino alimenta a "machosfera", mas não pode ser pretexto para a misoginia.
  • A "machosfera" é uma rede de grupos com viés misógino e violento, como a trend "caso ela diga não", que incita violência contra mulheres e é investigada pela Polícia Federal.
  • Palayret defende a criação de espaços de suporte e saúde mental para meninos, promovendo modelos de masculinidade saudáveis.
  • A melhoria da vida de homens e meninos é vista como um ganho coletivo, que também aumenta a segurança e liberdade das mulheres.
  • A advogada ressalta a dificuldade de regular conteúdos violentos online devido à facilidade de criação de novas páginas e aos interesses financeiros das big techs.
  • Medidas como o fortalecimento de marcos contra a violência digital, transparência das plataformas e educação digital são apontadas para combater a misoginia online.
  • Está em discussão a adaptação da Lei Modelo Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência Digital de Gênero contra as Mulheres no Brasil, em um contexto de recorde de feminicídios em 2025.

Mencionado nesta matéria

Pessoas

Gallianne Palayret (representante da ONU Mulheres no Brasil)Júlia ZarembaCamila BomfimMalu Gaspar

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