Quilombolas estão alinhados a agendas de justiça climática, diz estudo
Um estudo do Instituto Sumaúma revela que comunidades quilombolas estão fortemente alinhadas às agendas de justiça climática, racial e territorial, utilizando práticas culturais e comunicacionais para preservar sua memória e lutar por direitos.
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11/03 às 14:40
Pontos principais
- Pesquisa do Instituto Sumaúma mapeou entidades quilombolas e identificou forte alinhamento com agendas de justiça climática, racial e territorial.
- Juliane Sousa, pesquisadora quilombola, destaca a importância do estudo para reconhecer ações culturais e comunicacionais quilombolas e auxiliar no acesso a editais.
- A falta de dados sobre a população quilombola, evidenciada pelo primeiro Censo do IBGE em 2022, resulta na privação de direitos básicos.
- O estudo consultou 53 agentes de comunicação e 8 lideranças quilombolas, observando a produção de conteúdos que preservam a memória e a cultura das comunidades.
- Temáticas como racismo, políticas públicas, educação, problemas ambientais e demarcação territorial são debatidas nas práticas culturais e comunicacionais.
- Dificuldades como falta de acesso à internet, limitações financeiras e ausência de incentivo de financiadores afetam a produção de conteúdo digital quilombola.
- O Instituto Sumaúma criou um mapa interativo para aumentar a visibilidade e facilitar o contato com comunicadores e agentes culturais quilombolas.
- A Rede Kalunga de Comunicação, na Chapada dos Veadeiros, é um exemplo de coletivo que busca valorizar o conhecimento e a autoestima da comunidade através da comunicação.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Juliane Sousa (pesquisadora quilombola)Taís Oliveira (fundadora e diretora executiva do Instituto Sumaúma)Daniella Teles (comunicóloga e cofundadora da Rede Kalunga)Odair Braz Junior
Organizações
Instituto SumaúmaAgência BrasilIBGERede Kalunga de Comunicação
Lugares
BuriticupuChapada dos VeadeirosGoiás
