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Por que o petróleo não dispara mesmo com ameaças de Trump ao Irã e à Venezuela

Apesar das ameaças de Trump ao Irã e à Venezuela, o preço do petróleo não dispara devido ao excesso de oferta global, com impactos na economia brasileira e nos preços dos combustíveis.

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08/02 às 05:01

Pontos principais

  • Tensões geopolíticas envolvendo EUA, Irã e Venezuela não alteraram significativamente as expectativas de preços do petróleo para 2026, que devem permanecer entre US$ 60 e US$ 65 o barril.
  • O mercado internacional de petróleo enfrenta um excesso de oferta, o que contribui para manter os preços baixos, apesar de oscilações de curto prazo causadas por eventos políticos.
  • Ações de Trump, como o ataque à Venezuela e ameaças ao Irã, causaram picos temporários nos preços, mas o efeito foi limitado e de curta duração.
  • Especialistas apontam que a dinâmica de oferta e demanda prevalece, e o risco geopolítico já está parcialmente incorporado aos preços, com impactos duradouros na produção venezuelana exigindo grandes investimentos e tempo.
  • No Brasil, o petróleo mais barato ajuda a conter a inflação dos combustíveis, mas pode prejudicar as contas públicas ao reduzir a arrecadação de royalties e dividendos da Petrobras.
  • A política de preços da Petrobras busca reduzir a volatilidade, o que explica a percepção de que a queda do petróleo nem sempre se reflete imediatamente na bomba de gasolina.

Mencionado nesta matéria

Pessoas

Donald Trump (presidente dos EUA)Nicolás Maduro (presidente da Venezuela)Abbas Araqchi (ministro das Relações Exteriores do Irã)Artur Watt (diretor-geral da ANP)Régis Cardoso (responsável pela cobertura de óleo e gás da XP)Roberto Ardenghy (presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo - IBP)

Organizações

g1Elos AytaOrganização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep)XPANPInstituto Brasileiro de Petróleo (IBP)Petrobras

Lugares

Estados UnidosIrãVenezuelaBrasilEstreito de OrmuzSergipe