Por que o ouro perdeu brilho em meio à guerra no Oriente Médio?
Apesar de ser um ativo de proteção, o ouro perdeu brilho nos investimentos no primeiro trimestre de 2026, com quedas nos volumes, mesmo em meio a tensões no Oriente Médio e incertezas sobre a política econômica dos EUA.
|
30/04 às 00:01
Pontos principais
- O volume de investimentos em ouro caiu 5% no primeiro trimestre de 2026, segundo o Conselho Mundial do Ouro, apesar do metal ter atingido uma máxima histórica em janeiro.
- A busca por proteção em janeiro foi impulsionada pela fraqueza do dólar e incertezas sobre a política econômica do presidente Donald Trump.
- Fortes saídas de capital em março reverteram as entradas de janeiro e fevereiro em fundos negociados em bolsa (ETFs) de ouro, principalmente nos EUA.
- O especialista Juan Carlos Artigas explica que o ouro é frequentemente um dos primeiros ativos vendidos quando investidores precisam de liquidez.
- As tensões no Oriente Médio, com ataques de Israel e EUA ao Irã e o bloqueio do Estreito de Ormuz, elevaram os preços do petróleo e a volatilidade, levando investidores a buscar recursos.
- A expectativa de aumento das taxas de juros pelo Federal Reserve (Fed) fortalece o dólar, tornando o ouro mais caro para investidores de outras moedas.
- Apesar da queda no volume comprado, o valor das aquisições subiu 62% devido à forte alta dos preços do metal, que chegou a quase US$ 5.600 por onça em janeiro.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Donald Trump (presidente dos Estados Unidos)Juan Carlos Artigas (especialista do Conselho Mundial do Ouro)
Organizações
Conselho Mundial do OuroFederal Reserve (Fed)
Lugares
Oriente MédioEstados UnidosIsraelIrãEstreito de Ormuz

