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Planalto considera recuo da chamada “taxa das blusinhas” com olho nas eleições

O governo Lula reabriu a discussão sobre a "taxa das blusinhas" (imposto em compras internacionais de até US$ 50), considerando um possível recuo devido ao desgaste político e visando as próximas eleições, apesar da resistência de setores da indústria e comércio.

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31/03 às 15:08

Pontos principais

  • O governo Lula reabriu a discussão sobre a cobrança de imposto em compras internacionais de até US$ 50, conhecida como "taxa das blusinhas".
  • A ministra do Planejamento, Simone Tebet, afirmou que o impacto fiscal de uma eventual retirada seria limitado, próximo a R$ 2 bilhões anuais.
  • Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg indica que 62% dos brasileiros consideram a taxa um erro do governo, contribuindo para o desgaste político.
  • A ala política do Planalto, com Sidônio Palmeira e Rui Costa, conduz o debate sobre a possibilidade de editar uma medida provisória para extinguir a cobrança.
  • A taxa, sancionada em 2024, estabeleceu alíquota de 20% sobre compras de até US$ 50, além do ICMS, e 60% para valores superiores.
  • Setores da indústria e comércio resistem ao recuo, argumentando que a retirada da cobrança pode ampliar a vantagem competitiva de plataformas estrangeiras.
  • O Planalto avalia que a revisão da medida pode melhorar a percepção sobre o custo de vida, mas envolve o risco de atrito com o setor produtivo.

Mencionado nesta matéria

Pessoas

Luiz Inácio Lula da Silva (presidente)Simone Tebet (ministra do Planejamento)Sidônio Palmeira (ministro da Secretaria de Comunicação)Rui Costa (ministro da Casa Civil)

Organizações

PlanaltoPTO GloboAtlasIntelBloombergCongresso

Lugares

Brasil