Daily Journal

O Futuro da Informação

PGR defende validade de norma do CFM que proibiu assistolia fetal

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, enviou ao STF um parecer favorável à resolução do CFM que proíbe a assistolia fetal para interrupção de gravidez, procedimento usado em abortos legais.

Daily Journal
|
05/03 às 16:04

Pontos principais

  • Paulo Gonet, PGR, defendeu a validade da resolução do CFM que proíbe a assistolia fetal.
  • A assistolia fetal é um procedimento médico usado em abortos previstos em lei, como em casos de estupro, anencefalia ou para salvar a vida da gestante.
  • Em 2024, o ministro Alexandre de Moraes suspendeu liminarmente a resolução do CFM, alegando abuso de poder regulamentar.
  • O CFM considera a assistolia fetal um ato cruel, pois provoca a morte do feto antes da interrupção da gravidez.
  • No parecer, Gonet argumentou que cabe ao CFM resolver dilemas éticos da medicina e que a proibição não é arbitrária.
  • O PGR afirmou que o conselho tem o dever de recusar técnicas que considera cruéis para o feto com mais de cinco meses.
  • Com o parecer da PGR, o STF poderá analisar o caso de forma definitiva, sem prazo definido para o julgamento.

Mencionado nesta matéria

Pessoas

Paulo Gonet (procurador-geral da República)Alexandre de Moraes (ministro)

Organizações

Procuradoria-Geral da República (PGR)Supremo Tribunal Federal (STF)Conselho Federal de Medicina (CFM)PSOLAgência Brasil