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Peça de clássico grego discute violência de gênero e maternidade

A peça "Medea depois do Sol", inspirada na tragédia grega de Eurípedes, estreia no Sesc Ipiranga e aborda maternidade, violência de gênero e exploração da natureza, com uma equipe de criação majoritariamente feminina.

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06/03 às 16:48

Pontos principais

  • A peça "Medea depois do Sol", escrita por Luciana Lyra, estreia no Sesc Ipiranga em São Paulo.
  • A obra se inspira na tragédia grega "Medeia" de Eurípedes para discutir violência de gênero e maternidade no contexto latino-americano.
  • Luciana Lyra atua como a personagem-título, explorando Medeia como símbolo da maternidade e sobrevivente de trauma, conectando mulher e natureza através do ecofeminismo.
  • A equipe de criação é composta quase exclusivamente por mulheres, incluindo as diretoras Ana Cecília Costa e Kátia Daher, e a compositora Alessandra Leão.
  • A pesquisa para a peça envolveu workshops com grupos de teatro e conversas com mulheres no Brasil e em outros países da América Latina, revelando experiências de opressão ligadas à maternidade.
  • A dramaturga também realizou pesquisa de campo em Tejucupapo, Pernambuco, e no Equador, encontrando semelhanças nas narrativas de mulheres latinas sobre opressão e defesa de recursos naturais.
  • O espetáculo estará em cartaz de 6 a 29 de março no Sesc Ipiranga, com ingressos variando de R$ 15 a R$ 50.

Mencionado nesta matéria

Pessoas

Luciana Lyra (dramaturga)Lisi Andrade (atriz-musicista)Ana Cecília Costa (diretora)Kátia Daher (diretora)Alessandra Leão (compositora)Leusa Araujo (dramaturgismo)Renata Camargo (direção de gesto e movimento)Carol Badra (figurino)Camila Jordão (cenografia e iluminação)Franz Magnum (direção de produção)Eurípedes (dramaturgo grego)Odair Braz Junior (supervisor)

Organizações

Sesc IpirangaAgência Brasil

Lugares

São PauloBrasilAmérica LatinaRecifeRio de JaneiroTejucupapoPernambucoEquadorMontevidéuUruguai