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O futuro das reestruturações está na recuperação extrajudicial?

O mercado brasileiro de reestruturação de empresas está migrando da recuperação judicial para a extrajudicial, vista como uma alternativa mais célere e menos custosa para negociar dívidas e proteger ativos.

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21/04 às 07:01

Pontos principais

  • O mercado de reestruturação de empresas no Brasil está amadurecendo, com a recuperação extrajudicial ganhando destaque como alternativa à recuperação judicial.
  • A recuperação extrajudicial oferece um 'stay period' automático de 90 dias com adesão de um terço dos credores, superior aos 60 dias da cautelar preparatória.
  • Vantagens incluem celeridade, flexibilidade na organização de credores, ausência de verificação de créditos e não nomeação de administrador judicial, tornando o processo menos custoso e mais previsível.
  • Limitações da recuperação extrajudicial incluem a ausência de previsão para financiamento DIP e regras de consolidação, além de diferenças na venda de ativos e questões tributárias.
  • Casos recentes como GPA e Raízen demonstram a eficácia da recuperação extrajudicial para obter proteção inicial e negociar planos de recuperação.
  • O Brasil registrou um aumento de 24,3% nas recuperações judiciais em 2025, com o agronegócio sendo um dos setores mais afetados, indicando um cenário desafiador, mas também a busca por soluções mais eficientes.
  • A estratégia de usar a recuperação extrajudicial para suspensão de execuções enquanto se ajusta o plano definitivo é vista como um avanço para os empresários.

Mencionado nesta matéria

Pessoas

Cinthia de Lamare (sócia das áreas de Reestruturação e Insolvência e de Resolução de Disputas do Cescon Barrieu)Carlos Mello

Organizações

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Lugares

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