O custo silencioso do presencial: por que a volta ao escritório enfrenta tanta resistência
A volta ao trabalho presencial no Brasil enfrenta resistência dos profissionais devido a custos invisíveis como deslocamento e gastos adicionais, apesar das empresas buscarem o retorno e gestores expressarem insegurança com a produtividade remota.
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06/05 às 12:04
Pontos principais
- Um estudo da WeWork e Offerwise revela que 63% dos brasileiros trabalham presencialmente, mas 79% não o fazem por escolha, preferindo modelos híbridos ou remotos.
- A taxa de vacância de imóveis corporativos em São Paulo atingiu o menor nível em 14 anos no primeiro trimestre de 2026, indicando o retorno gradual aos escritórios.
- Empresas como o Nubank enfrentaram resistência ao encerrar o modelo 100% remoto, com trabalhadores citando impactos na rotina e necessidade de mudança de cidade.
- Gestores relatam insegurança com a produtividade remota (76%) e desafios como excesso de reuniões (66%), enquanto trabalhadores apontam o deslocamento como a maior desvantagem do presencial (65%).
- Mais da metade dos profissionais (53%) relata aumento de gastos com transporte e alimentação no modelo presencial, e 44% dizem que a perda de flexibilidade gera desmotivação.
- A flexibilidade é um fator crucial, com 93% dos profissionais considerando essencial o equilíbrio entre vida pessoal e trabalho, e 64% trocariam de emprego por melhor qualidade de vida, mesmo com salário menor.
- Para competir com o conforto do lar, escritórios precisam oferecer mais, como espaços bem estruturados, serviços integrados e flexibilidade de horários e locais de trabalho, com 82% aceitando mais dias no escritório por um salário maior.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Beatriz Kawakami (gerente de negócios da WeWork Brasil)Claudio Hidalgo (presidente regional da WeWork Latam)Ricardo Nunes (sociólogo)
Organizações
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Lugares
São PauloBrooklin

