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NR-1: saúde mental vira obrigação e pode impactar caixa das empresas

A atualização da NR-1, que entra em vigor em maio de 2026, torna a saúde mental uma obrigação corporativa, com impacto financeiro e jurídico significativo para as empresas, exigindo a gestão de riscos psicossociais.

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21/03 às 05:00

Pontos principais

  • A atualização da NR-1, com entrada em vigor em 26 de maio de 2026, inclui oficialmente os riscos psicossociais na gestão de saúde e segurança do trabalho.
  • Transtornos mentais e comportamentais geraram 546.254 benefícios por incapacidade temporária em 2025, com custo global de US$ 1 trilhão para a economia mundial.
  • A norma exige que empresas identifiquem, monitorem e mitiguem fatores como excesso de carga de trabalho, pressão por metas e ambientes tóxicos, integrando-os ao Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR).
  • Especialistas alertam para o impacto financeiro, incluindo absenteísmo, turnover, queda de produtividade e custos de substituição, além do risco reputacional.
  • A NR-1 impulsiona uma abordagem estruturada e baseada em dados, com o uso de ferramentas como o Questionário Psicossocial de Copenhague (COPSOQ) para mapear riscos.
  • O risco jurídico aumenta com a maior fiscalização, podendo gerar autuações do Ministério do Trabalho e ações trabalhistas, impactando especialmente pequenas e médias empresas.
  • A saúde mental deixa de ser uma agenda exclusiva do RH e se torna uma variável estratégica de negócio, exigindo integração entre jurídico, compliance e liderança.

Mencionado nesta matéria

Pessoas

Leandro Rubio (médico e CEO da consultoria Starbem)Tadeu Henrique Machado Silva (advogado, sócio da área trabalhista do Cascione Advogados)

Organizações

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