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Mulher trans chega à universidade 25 anos após violências na escola

Sabriiny Fogaça Lopes, uma mulher trans, foi aprovada na UFRRJ 25 anos após ter abandonado os estudos devido à transfobia e discriminação na escola, destacando a importância da EJA e das políticas de inclusão no ensino superior.

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22/03 às 11:20

Pontos principais

  • Sabriiny Fogaça Lopes, mulher trans de 41 anos, foi aprovada na UFRRJ 25 anos após deixar a escola devido a discriminação e agressões físicas.
  • Ela retomou os estudos através da Educação de Jovens e Adultos (EJA), motivada por amigos e pelo desejo de mudar sua história.
  • Sabriiny foi aprovada no Enem duas vezes, escolhendo Licenciatura em Educação Especial, e foi eleita Diretora de Diversidade do Diretório Acadêmico.
  • A EJA atende cerca de 2,4 milhões de estudantes no Brasil, mas a porcentagem de alunos que acessam o ensino superior é menor do que na modalidade regular.
  • Apenas 0,3% da população trans e travesti acessa o ensino superior, com mais de 70% não concluindo o ensino médio, segundo a Antra.
  • Atualmente, 38 universidades públicas no Brasil oferecem cotas para pessoas trans, mas a Antra ressalta a necessidade de políticas de permanência.
  • Sabriiny pretende continuar seus estudos e construir uma carreira na educação especial, apesar dos desafios do preconceito.

Mencionado nesta matéria

Pessoas

Sabriiny Fogaça Lopes (mulher trans, estudante)Mariana Tokarnia (jornalista)

Organizações

Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)Colégio Estadual Barão de TeféSecretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro (Seeduc RJ)Associação Nacional de Travestis e Transsexuais (Antra)Ministério Público Federal (MPF)SBT

Lugares

Rio de JaneiroSeropédicaBrasilSudesteSulNordesteCentro-OesteNorte