MPT aponta falhas em mecanismos de controle sobre trabalho escravo
O Ministério Público do Trabalho (MPT) revelou que os mecanismos de autorregulação e auditoria de grandes empresas são falhos na prevenção do trabalho escravo em suas cadeias produtivas, notificando mais de 30 companhias por envolvimento com fornecedores que utilizam mão de obra análoga à escravidão.
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29/04 às 17:24
Pontos principais
- O MPT identificou falhas nos sistemas de compliance de grandes empresas para prevenir trabalho escravo.
- Mais de 30 grandes companhias foram notificadas por adquirir bens ou serviços de fornecedores com trabalho análogo à escravidão.
- O procurador Ilan Fonseca de Souza criticou a discrepância entre o que é publicizado e as ações práticas de prevenção.
- O projeto Reação em Cadeia do MPT busca identificar vínculos entre grandes empresas e a escravidão moderna.
- Atividades econômicas como carvoarias, fazendas de soja, café, cana de açúcar, construção civil e indústria têxtil são as mais sensíveis.
- Grandes redes de supermercados, multinacionais de alimentos, siderúrgicas, varejistas de moda e distribuidoras de combustíveis estão entre as investigadas.
- A vice-procuradora-geral Teresa Basteiro enfatiza a necessidade do envolvimento de toda a sociedade para superar a exploração do trabalho escravo.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Ilan Fonseca de Souza (procurador da Coordenadoria de Combate às Fraudes nas Relações de Trabalho - Conafret)Teresa Basteiro (vice-procuradora-geral do Trabalho)
Organizações
Ministério Público do Trabalho (MPT)Coordenadoria de Combate às Fraudes nas Relações de Trabalho (Conafret)Ministério do Trabalho e Emprego
Lugares
Brasil

