MPF denuncia mineração ilegal na Amazônia à CIDH
O Ministério Público Federal (MPF) denunciou à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) os graves prejuízos à saúde e ao meio ambiente causados pelo uso de mercúrio em garimpos ilegais na Amazônia.
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27/04 às 17:10
Pontos principais
- O MPF apresentou um estudo à CIDH detalhando os impactos do mercúrio de garimpos ilegais na Amazônia.
- O mercúrio é utilizado para extrair ouro, mas sua vaporização contamina o ar, solo, rios e peixes, afetando populações indígenas e ribeirinhas.
- A contaminação pode causar problemas neurológicos e a mineração ilegal também provoca desmatamento e degradação de ecossistemas.
- A Redesca, ligada à CIDH, já alertou sobre a garantia do direito humano à água na região do Planalto das Guianas, afetada pela mineração.
- O Ibama tem atuado para restringir o uso de mercúrio em garimpos ilegais, com normas mais rigorosas para o acesso ao mercúrio importado.
- Instruções normativas do Ibama exigem habilitação para operar com mercúrio metálico, mas não possuem força de lei como decretos presidenciais que proíbem o mercúrio na extração de ouro não licenciada.
Mencionado nesta matéria
Organizações
Ministério Público Federal (MPF)Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH)Organização dos Estados Americanos (OEA)Relatoria Especial sobre Direitos Econômicos, Sociais, Culturais e Ambientais (Redesca)Polícia Federal (PF)Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama)Agência Brasil
Lugares
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