MP de contas pede para TCU investigar repasse de emendas da saúde a municípios
O Ministério Público junto ao TCU solicitou uma investigação sobre o repasse de emendas parlamentares da saúde para municípios, questionando a distribuição desigual e a contabilização desses recursos para o cumprimento do piso constitucional da saúde.
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23/04 às 21:44
Pontos principais
- O Ministério Público junto ao TCU pediu uma investigação sobre o repasse de emendas parlamentares da saúde para municípios.
- Prefeituras passaram a depender das emendas para financiar serviços básicos de saúde, resultando em distribuição desigual dos recursos.
- O subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado protocolou uma representação pedindo auditoria sobre os critérios de distribuição nos últimos três anos.
- O valor das emendas na saúde cresceu de R$ 2,5 bilhões em 2016 para R$ 21,5 bilhões em 2025, representando 17% do orçamento do Ministério da Saúde para cidades.
- O governo federal tem usado emendas para cumprir o piso constitucional de gastos na saúde, com 11% (R$ 25,6 bilhões) do valor em 2025 vindo de emendas.
- O procurador questiona a legalidade e constitucionalidade da contabilização das emendas para o piso mínimo, alertando para a criação de um "SUS para aliados".
- A distribuição é altamente desigual, com 20 municípios recebendo R$ 488 milhões em 2025, enquanto mil municípios juntos receberam o mesmo valor.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Lucas Rocha Furtado (subprocurador-geral)
Organizações
Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU)Tribunal de Contas da União (TCU)EstadãoConfederação Nacional dos Municípios (CNM)Ministério da Saúde
Lugares
BrasilAutazes (AM)Tuntum (MA)Laranjal do Jari (AP)Nova Mutum (MT)Mata de São João (BA)Arraial do Cabo (RJ)

