Ministério restringe tarifas e limita custo do crédito consignado
O Ministério do Trabalho e Emprego publicou novas regras para o crédito consignado, visando reduzir abusos na cobrança de juros e taxas e limitar o Custo Efetivo Total (CET) dos empréstimos.
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24/04 às 18:23
Pontos principais
- Novas regras para o crédito consignado de trabalhadores com carteira assinada (CLT) foram publicadas pelo MTE.
- A principal mudança é a criação de um limite indireto para o Custo Efetivo Total (CET), que não poderá ultrapassar em mais de 1 ponto percentual a taxa de juros mensal contratada.
- A metodologia atende a pedido dos bancos e cria um sistema de monitoramento contínuo, diferente do teto fixo de juros do consignado do INSS.
- Apenas juros remuneratórios, multa e juros por atraso, tributos obrigatórios e seguro prestamista (com autorização) serão permitidos como encargos.
- Cobranças como taxas de abertura de crédito ou tarifas de cadastro serão consideradas irregulares.
- O governo monitorará as taxas a cada três meses, e instituições com cobranças excessivas poderão ser punidas.
- As mudanças afetam o Crédito do Trabalhador, que movimentou R$ 131 bilhões, e ocorrem em um cenário de alto endividamento das famílias brasileiras.
Mencionado nesta matéria
Organizações
Ministério do Trabalho e Emprego (MTE)Comitê Gestor das Operações de Crédito ConsignadoInstituto Nacional do Seguro Social (INSS)DataprevBanco CentralFundação de Proteção e Defesa do Consumidor em São Paulo (Procon-SP)
Lugares
São Paulo

