Mercado prevê instabilidade jurídica com julgamento dos royalties do petróleo no STF; União pode perder R$ 9 bi por ano
O mercado financeiro expressa preocupação com a instabilidade jurídica gerada pelo julgamento no STF sobre a redistribuição dos royalties do petróleo, que pode resultar em perdas bilionárias para a União e estados produtores, além de afetar investimentos futuros no setor.
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06/05 às 16:02
Pontos principais
- O STF julga cinco ações sobre a divisão dos royalties do petróleo, com potencial de redistribuir bilhões entre estados e municípios.
- A norma em questão, Lei 12.734 de 2012, está suspensa desde 2013 por decisão liminar da ministra Cármen Lúcia.
- A decisão do STF pode impactar a previsibilidade do ambiente regulatório brasileiro, crucial para a alocação de capital de majors internacionais.
- Especialistas alertam que uma redistribuição retroativa ou alteração abrupta das regras enviaria um sinal negativo ao mercado global, afetando investimentos no pré-sal e a Petrobras.
- Estados produtores, como o Rio de Janeiro, questionam a lei por alegarem perdas bilionárias e quebra do pacto federativo.
- A Confederação Nacional de Municípios, por sua vez, defende o julgamento, apontando perdas de R$ 111 bilhões para municípios não produtores.
- Outra ação em pauta, relatada por Luiz Fux, discute a antecipação de receitas de royalties e a competência do Senado.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Cármen Lúcia (ministra do STF)Beny Fard (sócio da B8 Partners)Luiz Fux (ministro do STF)
Organizações
Supremo Tribunal Federal (STF)B8 PartnersPetrobrasConfederação Nacional de MunicípiosSenado
Lugares
BrasilRio de Janeiro

