Leis de proteção à mulher: transformação social pode demorar gerações
Especialistas afirmam que, apesar da legislação brasileira de proteção à mulher ser avançada, a transformação social para combater a violência de gênero pode levar gerações, necessitando de ações preventivas e engajamento masculino.
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25/04 às 09:25
Pontos principais
- A legislação brasileira de proteção à mulher, incluindo a Lei Maria da Penha e a Lei do Feminicídio, é considerada avançada globalmente.
- Especialistas como Janaína Penalva e Valeska Zanello apontam que os impactos sociais dessas leis são recentes e a transformação real pode levar de 30 a 50 anos.
- Novas leis foram sancionadas em 2026, como a que estabelece monitoramento eletrônico para agressores e a que tipifica o crime de vicaricídio.
- O movimento de mulheres foi crucial para o reforço da legislação, e as denúncias de violência aumentaram, com o Ligue 180 recebendo mais de 155 mil em 2025.
- Psicólogos e consultores destacam a necessidade de transformação cultural, ações preventivas eficazes e o engajamento masculino para interromper o ciclo de violência.
- A Lei nº 15.371 ampliou a licença-paternidade para 20 dias, mas ainda é considerada insuficiente por Ismael dos Anjos para o cuidado parental.
- Tramitam no Congresso projetos que equiparam a misoginia a crimes de discriminação, tornando-a inafiançável e imprescritível.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Janaína Penalva (professora da Faculdade de Direito da Universidade de Brasília - UnB)Valeska Zanello (pesquisadora)Flávio Urra (psicólogo)Felipe Requião (consultor de empresas)Ismael dos Anjos (jornalista e pesquisador em masculinidades)Alexandre Coimbra Amaral (psicólogo)Luciene Cruz
Organizações
Universidade de Brasília (UnB)CoPaiRadioagência NacionalCongresso Nacional
Lugares
Brasil
