Lei de SC que proíbe cotas raciais é questionada na Justiça
A nova lei de Santa Catarina que proíbe cotas raciais em universidades estaduais está sendo questionada na Justiça por inconstitucionalidade e retrocesso no combate às desigualdades.
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24/01 às 15:11
Pontos principais
- Uma ação popular foi ajuizada pela deputada federal Ana Paula Lima e Décio Lima (presidente do Sebrae) contra a lei que proíbe cotas raciais em universidades estaduais de Santa Catarina.
- Os autores da ação argumentam que o estado não tem competência para proibir políticas já autorizadas por leis federais e consideradas constitucionais pelo STF.
- A lei, sancionada pelo governador Jorginho Mello, proíbe políticas de reserva de vagas ou ações afirmativas para ingresso de estudantes e funcionários em instituições de ensino superior estaduais.
- Exceções à proibição incluem reserva de vagas por critérios econômicos, para pessoas com deficiência e estudantes da rede pública estadual.
- O Ministério da Igualdade Racial expressou indignação e considerou a medida inconstitucional, anunciando que acionará a OAB para analisar medidas cabíveis.
- A Lei de Cotas federal (Lei nº 12.711/2012) prevê 50% das vagas em universidades e institutos federais para estudantes de escolas públicas, incluindo critérios de raça e renda, e sua constitucionalidade foi confirmada pelo STF em 2012.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Ana Paula LimaDécio LimaLuciana Pelisser Gottardi TrentiniJorginho MelloAlex BrasilVanda PinedoGustavo Sampaio
Organizações
Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sebrae)Vara da Fazenda Pública de FlorianópolisSupremo Tribunal Federal (STF)Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc)Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc)Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)Movimento Negro Unificado em Santa CatarinaUniversidade Federal FluminenseMinistério da Igualdade RacialOrdem dos Advogados do Brasil (OAB)
Lugares
Santa CatarinaFlorianópolisBrasilRio de JaneiroBlumenau
